Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
cut-1-e1527542676660
|

Os sindicatos e, especialmente a CUT – principal organização da classe operária brasileira – não podem, de modo algum, acreditar na conciliação como meio para resolver as extremas contradições com o governo ilegítimo do fascista Jair Bolsonaro.

Em carta conjunta enviada ao governo de extrema-direita, as “centrais” sindicais afirmam sua “disposição de construir um diálogo” com uma administração imposta pela burguesia e pelo imperialismo a contragosto da classe trabalhadora e do povo, que queriam Lula como presidente da República.

Bolsonaro foi imposto com a missão de aplicar uma terapia de choque neoliberal no Brasil, destruindo todos os serviços públicos e os direitos trabalhistas e democráticos da população, entregando as riquezas e recursos nacionais para os parasitas capitalistas.

Por isso, querer que ele reverta a política de Michel Temer, a política do golpe, é a mais pura ilusão. O documento das centrais tenta explicar a Bolsonaro que a política implementada desde o golpe contra Dilma Rousseff foi extremamente maléfica aos trabalhadores e que o novo governo golpista quer dar continuidade e aprofundá-la. No entanto, não adianta querer convencer aqueles que foram os que mais apoiaram e participaram desse regime que impôs tão severos ataques e retrocessos aos direitos dos trabalhadores.

As centrais esperam, ingenuamente, participar de “um amplo processo de discussão e negociação” em assuntos que envolvam o trabalho e o emprego no governo de Bolsonaro.

Pensam, erroneamente, que o Brasil vive um regime democrático, cujo governo é propenso ao diálogo construtivo com os trabalhadores. Não se pode conciliar com esse governo, é um governo totalmente hostil à classe operária e inimigo do proletariado e dos setores populares.

Acreditar que Bolsonaro atenderá minimamente qualquer reivindicação formal dos trabalhadores é o mesmo que tentar convencer Adolf Hitler a fazer uma política que beneficia a classe operária. Infelizmente, esses erros são comuns na história da esquerda. Os sindicatos alemães, liderados pela esquerda pequeno-burguesa e social-democrata, realmente acreditavam, logo quando os nazistas assumiram o poder, que poderia havia algum tipo de diálogo. Terminaram em campos de concentração.

A única política a ser adotada a respeito de um governo radicalmente inimigo dos trabalhadores é o enfrentamento. O combate classista e independente dos trabalhadores contra seus inimigos de classe é o único caminho para reconquistarem os direitos arrancados pela direita golpista.

Compartilhar no facebook
Compartilhe no seu Facebook!
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
WhatsApp
Compartilhar no telegram
Telegram
Compartilhar no email
Email
Compartilhar no reddit
Reddit
Compartilhar no facebook
Compartilhe
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
Relacionadas