Nenhum diálogo com os carrascos fascistas: o movimento operário precisa enfrentar Bolsonaro

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Os sindicatos e, especialmente a CUT – principal organização da classe operária brasileira – não podem, de modo algum, acreditar na conciliação como meio para resolver as extremas contradições com o governo ilegítimo do fascista Jair Bolsonaro.

Em carta conjunta enviada ao governo de extrema-direita, as “centrais” sindicais afirmam sua “disposição de construir um diálogo” com uma administração imposta pela burguesia e pelo imperialismo a contragosto da classe trabalhadora e do povo, que queriam Lula como presidente da República.

Bolsonaro foi imposto com a missão de aplicar uma terapia de choque neoliberal no Brasil, destruindo todos os serviços públicos e os direitos trabalhistas e democráticos da população, entregando as riquezas e recursos nacionais para os parasitas capitalistas.

Por isso, querer que ele reverta a política de Michel Temer, a política do golpe, é a mais pura ilusão. O documento das centrais tenta explicar a Bolsonaro que a política implementada desde o golpe contra Dilma Rousseff foi extremamente maléfica aos trabalhadores e que o novo governo golpista quer dar continuidade e aprofundá-la. No entanto, não adianta querer convencer aqueles que foram os que mais apoiaram e participaram desse regime que impôs tão severos ataques e retrocessos aos direitos dos trabalhadores.

As centrais esperam, ingenuamente, participar de “um amplo processo de discussão e negociação” em assuntos que envolvam o trabalho e o emprego no governo de Bolsonaro.

Pensam, erroneamente, que o Brasil vive um regime democrático, cujo governo é propenso ao diálogo construtivo com os trabalhadores. Não se pode conciliar com esse governo, é um governo totalmente hostil à classe operária e inimigo do proletariado e dos setores populares.

Acreditar que Bolsonaro atenderá minimamente qualquer reivindicação formal dos trabalhadores é o mesmo que tentar convencer Adolf Hitler a fazer uma política que beneficia a classe operária. Infelizmente, esses erros são comuns na história da esquerda. Os sindicatos alemães, liderados pela esquerda pequeno-burguesa e social-democrata, realmente acreditavam, logo quando os nazistas assumiram o poder, que poderia havia algum tipo de diálogo. Terminaram em campos de concentração.

A única política a ser adotada a respeito de um governo radicalmente inimigo dos trabalhadores é o enfrentamento. O combate classista e independente dos trabalhadores contra seus inimigos de classe é o único caminho para reconquistarem os direitos arrancados pela direita golpista.