Política de encarceramento
Agravamento da crise humanitária nos presidios e delegacias do Paraná
Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
16/02/2016 - PORTO ALEGRE, RS, BRASIL - Superlotação do 2º DP evidencia más condições de cárcere | Foto: Caroline Ferraz/Sul21
Presos superlotam cadeias do Paraná. | Caroline Ferraz/Sul21

A população carcerária do estado do Paraná vem crescendo desde 2016, ano em que deu um salto de 29,4% no número de aprisionados. Daquele ano para cá saiu da posição de 4º maior encarcerador do Brasil para o 2º lugar, além disso é o estado com o maior número de presos em delegacias, sendo contudo, apena o 5º estado mais populoso do país.

Com relação a pandemia de covid-19 a situação dos presos é a pior do País, em números oficiais, um total de 631 presos foram infectados, representando 27% dos casos da doença no Paraná segundo a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa).

Os números do covid-19 relativos a população carcerária do Paraná configuram um surto e ensejaram nessa terça-feira (01/09), o Ministério Público (MP), através do promotor Eduardo Diniz, da 13ª Promotoria de Justiça de Londrina, a protocolar Pedido de Providências ao Departamento Penitenciário do Paraná (Depen).

A situação de encarceramento em massa no Paraná ultrapassa em muito a capacidade dos presídios, o desumano aprisionamento provisório ad aeternum em delegacias, além da inoperância das autoridades em tratar o surto pandêmico, muitas vezes superior à media nacional, configuram um crime humanitário.

A aparente preocupação do MP é apenas protocolar, MP e Depen são parceiros na política de aprisionamento massivo da população. Esta política se intensificou num primeiro momento com o golpe de 2016 e crise econômica e social que o sobreveio e mais ainda com a chegada da pandemia.

A política de aprisionamento tem a finalidade de conter a crise que está a um passo de se transformar em uma convulsão social. Com isso a burguesia está praticamente sentenciando o presos a pena de morte e transformando os presídios em campos de extermínio da população pobre.

A burguesia atribui como causa da criminalidade questões relativas à moral ou falhas inata de caráter, no entanto é sabido que as verdadeiras causas da criminalidade são de cunho social. Alguém poderia incorrer no erro de atribuir um maior ou menor índice de criminalidade à pobreza ou à riqueza de um país, mas como explicar os baixos índices de criminalidade em Cuba, um país pobre, e os altíssimos índices de criminalidade nos EUA, a nação mais rica do mundo?

Em todo o mundo é facilmente observável uma clara relação entre criminalidade e disparidade social. A criminalidade é um grito mudo de uma população oprimida, da qual se suprime os meios de atender às necessidades humanas mais básicas como acesso a saúde, educação e moradia digna. Sendo privados de sua humanidade e inclusive do direito de sonhar, resta aos oprimidos subverter as normas que se lhes impuseram a revelia de sua vontade ou necessidade.

 

Compartilhar no facebook
Compartilhe no seu Facebook!
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
WhatsApp
Compartilhar no telegram
Telegram
Compartilhar no email
Email
Compartilhar no reddit
Reddit
Compartilhar no facebook
Compartilhe
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
Relacionadas