Golpe de Estado na Bolívia
Só pode haver uma palavra de ordem na Bolívia: Abaixo o golpe de Estado; pelo reconhecimento da vitória de Evo Morales; fora extrema direita fascista
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"Foto - Reprodução" - Camacho, organizador da extrema direita fascista boliviana |

Os recentes acontecimentos que tiveram lugar na Bolívia, onde a extrema direita golpista e reacionária, diante da derrota de mais uma candidatura que representava os interesses do grande capital e do imperialismo, reagiu de forma violenta, não só não reconhecendo a legitimidade da vitória do candidato do Movimento Al Socialismo (MAS), deu lugar a uma série de posicionamentos e pontos de vista de grupos, partidos e movimentos da esquerda latino-americana. Neste universo de opiniões e perspectivas acerca dos fatos que marcam a história, a política e a luta de classes no continente, em alta ebulição na maioria dos países da região, não faltam aqueles que advogam alternativas as mais disparatadas, com base sabe-se lá em que, menos na realidade objetiva dos fatos e na situação concreta real.

Um desses grupos a se pronunciar e propor “alternativas” para o embate da luta de classes vivenciado pela Bolívia foi o Movimento Revolucionário dos Trabalhadores (MRT), seção brasileira da LOR-CI, movimento que se reivindica trotskista, com atuação, no Brasil, no interior do PSOL, partido da esquerda pequeno-burguesa, centrista, com atuação quase que exclusivamente parlamentar. A LOR-CI/MRT fez publicar em seu órgão de imprensa o “La Izquierda Diário”, um artigo onde advoga a necessidade, para superar a crise aberta com o golpe de Estado na Bolívia, a necessidade de uma “saída política Independente”. “Nem com Evo e nem com Mesa; por uma Assembléia Constituinte Livre e Soberana”. Ora, será que os “aguerridos morenistas” da LOR-CI não se atentaram para o fato que o país vizinho vive uma situação de golpe de Estado, engendrado pelo imperialismo, pelos militares golpistas e pela extrema direita reacionária, igualmente golpista? A única reivindicação racional, cabível, na atual circunstância é o rechaço veemente do golpe de Estado, acompanhado da exigência do reconhecimento da legitimidade da vitória do candidato do MAS. A defesa de uma alternativa do tipo “nem Evo, nem Mesa”, no presente momento, diante de todas a pressão das forças golpistas dentro do país e vindo dos demais núcleos golpistas do continente (Brasil, Equador, Colômbia, Peru, Chile, Argentina) não é sequer progressista, que dirá “revolucionária”, pois se coloca no terreno da reação, da extrema direita fascista, dos bandos reacionários armados que estão semeando o terror, a violência e a morte contra a população pobre e explorada do país altiplano

O fato é que mesmo diante de todas as maiores vacilações e limitações político-programáticas que se possa identificar em Evo Morales e no MAS, é totalmente descabida e sem qualquer conexão com a realidade a defesa de qualquer alternativa para a crise boliviana (criada pelo imperialismo e pela extrema direita do país) que não seja a exigência do reconhecimento e da legitimidade da vitória do mandatário indígena. Não há outra forma de se contrapor às pressões do imperialismo e à ofensiva da direita golpista boliviana que não seja exigir a posse do governo eleito e o fim das manobras golpistas contra o voto e a vontade soberana da maioria da população.

Por trás de um aparente viés esquerdista; de se colocar na defesa de uma alternativa supostamente “revolucionária” (nem Evo, nem Mesa, por uma assembléia constituinte e blá, blá, blá), o que está sendo proposto e defendido pelos morenistas irriga, de forma abundante, o moinho golpista e reacionário da extrema direita e do imperialismo, justamente em um país do continente marcado por uma forte tradição golpista e violenta dos militares e da direita contra os interesses das massas populares. Nem mesmo a proposta de novas eleições (defendida pelo MAS e por Morales) é passível de defesa, de ser aceita, pois a direita e o imperialismo já vetaram inclusive o nome de Evo Morales para concorrer ao pleito, na hipótese de uma nova eleição, com a anulação da votação ondem o candidato indígena foi vitorioso.

Qualquer outra alternativa diversa do reconhecimento da vitória de Evo Morales (assembléia constituinte, novas eleições, segundo turno) colocará os destinos da Bolívia e de seu heróico povo nas mãos da extrema direita, de Luis Fernando Camacho, da oligarquia reacionária, dos militares e do imperialismo.

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