Genocídio do povo negro
Segundo dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), de cada 10 pessoas assassinadas pela PM, 8 são negras
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Morte é a política da extrema-direita para a juventude negra e pobre no Brasil | Franco Origlia/Getty Images

A política da direita, desde 2016, para a população negra, trabalhadora e pobre é a morte. Maioria da população brasileira é negra e, não coincidentemente, 75% da população brasileira pobre é negra. O País vive cotidianamente com resquícios da escravidão ainda hoje e os governos golpistas, isto é, o governo Temer e Bolsonaro, são responsáveis pela intensificação do racismo.

De acordo com a pesquisa de Policiamento Ostensivo e Relações Raciais, realizada pelo Departamento de Sociologia da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), negros têm de três a sete vezes mais chances de serem baleados pela polícia, dependendo do locais nas cidades utilizadas para a pesquisa. O levantamento foi feito levando em conta apenas dados de São Paulo e Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Distrito Federal desde do ano de 2016. Alguns elementos de pesquisa foram os boletins de ocorrência, nos casos de SP e MG.

Segundo a coordenadora e pesquisadora do Grupo de Estudos Sobre Violência e Administração de Conflitos (Gevac), Jacqueline Sinhoretto, uma das razões dos resultados da pesquisa é o modelo de policiamento ostensivo adotado no Brasil, que estaria calcado na busca de atitudes suspeitas, como andar, jeito de vestir, comportamentos de grupos. No entanto, isso é uma tremendo engano, visto que a perseguição ao povo negro é uma política da direita, que conta com a Polícia Militar (PM) para colocar em prática.

A mesma pesquisadora apontou que, em entrevista com policiais negros, apurou que os policias relataram que dentro da corporação não existia racismo, no entanto, quando estavam a paisana andavam com “intranquilidade”, por medo das abordagens, tendo que se identificar rapidamente. Ou seja, a PM é uma ferramenta dos racistas e dos empresários da direita, essa é a política e não um simples “modelo”, como a pesquisadora sugere.

Pois bem, é preciso, dessa forma, dissolver de uma vez a PM, que é racista pela razão de sua própria existência, e colocar a segurança na mão da população trabalhadora, em sua maioria negra.

Segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2020, que disponibiliza dados de 2019, produzido pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), de cada 10 pessoas assassinadas pela PM, 8 são negras. A pesquisa levou em conta boletins de ocorrências fornecidos por 23 estados, exceto do Acre, Amapá, Amazonas e Rio Grande do Norte, que não mandaram.

As estatísticas apontam também para uma população negra e jovem, tanto é que:

  • 23,5% das vítimas, tinham entre 15 e 19 anos;
  • 31,2% tinham entre 20 e 24 anos;
  • 19,1% tinham entre 25 e 29 anos;

Com isso, 6.375 pessoas morreram em ações criminosas da Policial Militar, um aumento de 3,2% em relação a 2018. O avanço da extrema-direita no Brasil é o grande responsável pelo aumento da perseguição ao povo negro. O governo Bolsonaro é para os ricos, dos capitalistas, uma classe racista e desprezível. Ainda de acordo com o anuário, em 2019, 74,4% das 39.561 vítimas de homicídio eram negros. Esse índice sobe para 79,1% quando a polícia militar é a autora do assassinato.

Além disso, 65% dos policiais que morrem são negros. Nos Estados Unidos, que é um país violento com a população negra, segundo dados do FBI, índices aceitáveis de mortes são de 1 policial para 10 cidadãos. Aqui no Brasil, segundo o mesmo anuário, a cada policial morte, 37 cidadãos morrem, entre eles, 99% homens, e 74% negros.

Portanto, observando os dados, a questão do genocídio negro não é um simples exagero ou invenção da esquerda, a coisa tem um tamanho correspondente a uma política de Estado, o que é negado pela extrema-direita que chega a dizer que não há racismo no Brasil. É preciso denunciar a perseguição e o genocídio contra o trabalhador negro no País, e um dos passos mais urgentes para resolver a questão é dissolver a PM, responsável direta pelo genocídio.

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