Radicalização nos protestos
Após os policiais envolvidos no assassinato de Breonna Taylor não serem indiciados pelo crime, protestos se radicalizaram em Louisville e dois policiais foram baleados.
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Protestos se radicalizam após assassinos de Breeona Taylor não serem indiciados | Foto: Bryan Woolston

Os protestos nos Estados Unidos contra a repressão e violência policial estão ocorrendo desde o começo do ano e a cada novo episódio de mais “incidentes” e de falta de justiça para os casos a situação fica cada vez mais radicalizada no país. O primeiro caso de grande repercussão do ano, o da mulher negra Breonna Taylor, assassinada após a entrada de policiais em seu apartamento  em 13 de março, ganhou mais um capítulo ontem (23) quando o grande júri decidiu não processar por homicídio os policiais envolvidos no caso. Com a informação da decisão, várias pessoas saíram às ruas em protesto na cidade de Louisville, pedindo que os policiais fossem responsabilizados, onde no final das manifestações dois agentes de segurança foram baleados.

O caso ocorreu após policiais reprimirem as manifestações devido ao toque de recolher imposto pelo governo, onde vários tiros não letais foram disparados em direção aos manifestantes. A situação ficou crítica por dois motivos, primeiro pela revolta da população devido à impunidade no caso de Breonna, onde mais uma vez o aparato repressivo da burguesia sai imune a qualquer punição, afinal o seu papel é o mesmo em qualquer lugar do mundo, o de reprimir e agir contra a vida da população majoritariamente negra e pobre, e também por mais uma vez esse aparato entrar em ação para reprimir até mesmo as manifestações dos trabalhadores, utilizando da violência com o aval do Estado, que também agiu para conter as manifestações, ao impor o toque de recolher.

As manifestações contra o racismo e a violência dos aparatos de repressão da burguesia nos Estados Unidos estão deixando a situação cada vez mais crítica porque há um conjunto de situações que colaboraram para isso. Além do caso de Breonna, os protestos ganharam força após outra situação parecida, o assassinato de George Floyd, um homem negro que foi asfixiado por um policial em uma abordagem policial, e também o caso de Jacob Blake, que foi alvejado com sete tiros nas costas enquanto em outra abordagem da polícia. Estes casos apenas impulsionaram os protestos, mas a revolta dos trabalhadores já está acumulada de anos e anos de violência e impunidade contra a classe trabalhadora vindas da burguesia e seus agentes de repressão.

Os casos que ocorreram nos Estados Unidos nos últimos meses são muito semelhantes aos que acontecem recorrentemente também no Brasil, e isso não é coincidência. Não importa se estamos falando de um país imperialista ou colonizado, ou da maior “democracia” do mundo, o racismo e a violência contra os trabalhadores é também uma questão de classe, onde a burguesia utiliza de seus aparatos para intimidar, violentar e assassinar a classe trabalhadora e qualquer um que tente se opor as suas políticas. Neste sentido, pelo atual momento em que uma grande crise está instaurada em todo o mundo, a tendência a radicalização, polarização e revolta dos trabalhadores é ainda maior, onde cada vez mais os trabalhadores devam se opor as injustiças e a repressão causada pela burguesia, e este é o caminho para que essa exploração termine, somente com a mobilização da classe operária.

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