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Capitalismo mata

Pobreza aumenta e negros são os mais afetados

É preciso lutar por um auxílio emergencial de pelo menos 1 salário mínimo para impedir que os pobres, em sua maioria negros morram não só pela pandemia, mas também pela fome

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Fome, doenças e morte, a realidade do pobre no Brasil – Agência Brasil

Recente estudo promovido pela Made – USP e coordenado pelas pesquisadores Luiza Nassif Pires, Luísa Cardoso e Ana Luíza Matos de Oliveira aponta um crescimento vertiginoso nos níveis de extrema-pobreza e pobreza no Brasil agora em 2021, sendo que é justamente a população negra a mais afetada.

Segundo a pesquisa, o aumento da pobreza vem desde 2015, não por coincidência o ano em que o golpe de Estado no Brasil tomou forma e os ataques à economia do País, acentuaram-se deliberadamente pela burguesia.
Em 2019 as taxas de pobreza absoluta e pobreza eram respectivamente de 6,6% e 24,8% da população. A perspectiva para esse ano é que atinja 9,1% e 28,9 %. Em números absolutos, significa que em 2019 eram 51,9 milhões de pessoas e agora são 61 milhões na pobreza. Já os extremamente pobres saltaram de 13,9 milhões para 19,3 milhões considerando o mesmo período, um dado ainda mais alarmante. Devido ao auxílio emergencial que atendeu 68, 3 milhões de pessoas em 2020, com valores que variaram entre R$ 600 e R$ 1.200, houve uma redução uma redução nesses números.

Segundo estimativas das pesquisadoras baseadas em dados do Instituto Brasileiros de Geografia e Estatística (IBGE), no auge do recebimento do auxílio emergencial em 2020, os níveis de pobreza e pobreza absoluta caíram, respectivamente, para 20,3% e 2,4%, o que se concluiu que em apenas quatro meses de 2021 o número de pessoas na pobreza absoluta mais que triplicou passando de cerca de 5 milhões para os atuais 19,3 milhões.

Entre os mais pobres, a população negra é a maioria absoluta. Comparativamente, em 2019 a porcentagem de negros pobres era de 33% contra 15% de brancos. Na extrema pobreza, em 2019 era 9,2% entre mulheres negras, 8,9% entre homens negros, 3,5% entre mulheres brancas e 3,4% entre homens brancos.

Para 2021 a projeção é ainda mais grave para a pobreza absoluta entre os negros. A estimativa para mulheres negras é de 12,% contra 5,5% para mulheres brancas, já entre os negros será de 11,6% contra 5,6% dos homens brancos.

A pesquisa aponta ainda, a insignificância do abono salarial deste ano. Valores muito mais baixos, entre R$ 150,00 e R$ 375,00, por um período reduzido para quatro meses e o universo de beneficiários é menor em quase 25 milhões de pessoas.

A situação da população pobre e na pobreza extrema mostra que a burguesia que deu o golpe de 2016 e o governo Bolsonaro têm uma política no mínimo consciente de que a atual situação vai levar a um genocídio, não apenas pelo coronavírus, mas, também pela fome e outras doenças que advem das péssimas condições de alimentação.

As organizações que se reivindicam defensoras dos trabalhadores e dos explorados não podem fazer “vista grossa” para essa situação. É necessário uma intensa campanha nacional em torno da reivindicação de um abono salarial que corresponda, pelo menos, a um salário mínimo atual e isso só pode ser conquistado pela luta e mobilização e não na crença que o Congresso Nacional seja capaz de rever a sua posição.

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