Radicalização do movimento
A milícia negra Not fucking around coalition e outros grupos têm dado a demonstração de como o povo negro e operário no Brasil deve se organizar
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NFAC
Milícia negra armada Not fucking around coalition | Foto: Reprodução

As tensões sociais nos Estados Unidos vêm enfrentando uma forte escalada desde que George Floyd, um homem negro, foi assassinado por um policial norte-americano em uma abordagem na rua. Ele foi sufocado pelo guarda, que ajoelhou em seu pescoço até ele finalmente parar de respirar e morrer. 

Esse é apenas um dos diversos casos de racismo e assassinato de pessoas pobres e negras protagonizados pelas forças de repressão dos Estados Unidos. No entanto, serviu como estopim para uma onda de manifestações que já dura mais de 3 meses no centro do imperialismo mundial.

A radicalização desse movimento já se manifestou em diversas ocasiões. Uma de suas palavras de ordem “Defund the police” (dissolução da polícia) é uma demonstração disso. Além disso, à medida que os governos aumentam a repressão sobre os manifestantes, elas aumentam de tamanho e ganham cada vez mais força, o que deixa o país numa situação de convulsão social bastante delicada.

Seguindo essa mesma tendência, um movimento chamado Not fucking around coalition (“coalizão não estamos de brincadeira”, em tradução livre), também chamado de NFAC, tem impressionado muitas pessoas com suas marchas. A primeira a chamar atenção do público foi no dia 4 de julho, dia da independência norte-americana, em que marcharam com armamento pesado – rifles, metralhadoras, etc. – no Stone Mountain Park, perto de Atlanta, na Geórgia.

Mais recentemente, no último sábado (25), o NFAC realizou uma passeata com suas armas em Louisville, no estado do Kentucky, em protesto contra o assassinato de Breonna Taylor, uma técnica de medicina negra de 26 anos, que foi morta pela polícia dentro de seu apartamento. Eram dezenas de negros armados e uniformizados, numa demonstração de organização e força. O grupo teve que ser parado pela polícia, devido à presença de uma outra manifestação de direita.

Nos Estados Unidos, o movimento negro tem uma compreensão clara da importância de se auto-defender contra a extrema-direita, que os têm como alvos prioritários de suas ações violentas. O fato de estarem sendo formadas milícias mostram que há uma polarização muito grande no país e é uma decisão acertada desses movimentos se armarem e demonstrarem suas armas em manifestações, já que a extrema-direita vem fazendo o mesmo. 

O movimento negro e operário brasileiro precisa aprender com grupos como o Not fucking around coalition e formar grupos de auto-defesa, além de também lutar pelo seu direito de se armar. A ideologia do pacifismo apregoada por setores conservadores da pequena-burguesia não serve de nada para a população que se vê constantemente ameaçada pela extrema-direita e pelos fascistas, que também já dão demonstrações de estarem se armando, como no movimento 300 do Brasil que, embora pequeno, já vinha se organizando e fazendo ameaças contra a esquerda brasileira.

Tão importante quanto é o movimento negro se juntar com os movimentos operários e lutarem pela revolução. O sistema capitalista é a principal causa de toda a opressão racial e da perseguição violenta ao povo negro. Apenas a tomada do poder pela classe operária poderá significar a emancipação do povo negro e dos outros setores oprimidos.

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