Fim do judiciário racista
No Brasil, o cidadão que é negro pode ser preso mesmo sem cometer crime algum e ainda ter que pagar multa a quem cometeu crime, o próprio estado, em caso de pedir indenização
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Wilson Alberto Rosa, Chandelle, vendedor de balas nos semáforos de Moema (São Paulo, capital) | Reprodução

No Brasil, o cidadão que é negro pode ser preso mesmo sem cometer crime algum e ainda ter que pagar multa a quem cometeu crime, o próprio estado, em caso de pedir indenização pelos danos morais e materiais. Essa é a história de Wilson Alberto Rosa, preto e pobre, vendedor de balas nos semáforos da capital paulista, acusado e preso injustamente por 32 dias. O fim da história, uma sentença do judiciário racista brasileiro que absolve o estado de pagar indenização e que condena a vítima a pagar custas processuais. 

O sistema prisional brasileiro caminha a passos largos para alcançar uma população de 1 milhão de pessoas majoritariamente negros. O caso de “Chandelle”, como é conhecido pelas pessoas, não é um caso isolado, mais da metade dos prisioneiros do estado não tiveram direito a uma ampla defesa, são presos provisórios e sem direito a julgamento justo. Essa é a regra no Brasil, essa é a lei que sempre se aplica a população negra. 

O vendedor de balas nas esquinas de Moema, um bairro de classe média da cidade São Paulo, foi acusador por um investigador da Polícia Civil, organização a qual a esquerda flerta como não fascista como a PM, de ter roubado sua esposa em agosto de 2016. Carlos Antônio Correia Filho deu voz de prisão a Wilson e na delegacia o delegado, Alfredo Pinto de Souza, decretou prisão por tempo indeterminado. Essa é a atuação padrão da polícia fascista no Brasil, basta um preto ser acusado para ser enjaulado por tempo indeterminado. 

Depois de 32 dias preso, Chandelle foi libertado por falta de provas da acusação. A defesa de Wilson  entrou com processo na justiça contra o estado por ter sido acusado e preso de forma ilegal. A sentença proferida Alexandra Fuchs de Araújo absolveu o estado de seu crime e puniu a vítima com multa de 10% do valor do pedido de indenização. O vendedor de balas só não foi obrigado a pagar o valor de R$ 9.720,00 porque teve gratuidade no processo. 

Fica escancarado que o mesmo estado que comete crimes contra o negro é o mesmo estado que absolve seus próprios crimes. É preciso que o povo negro se organize junto a todos setores esmagados pelo estado para lutar pela dissolução da polícia militar, essa máquina assassina do povo preto, pela extinção dos presídios, verdadeiros infernos na terra, e pelo fim do judiciário racista no Brasil. 

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