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Veja o que é o neoliberalismo! O caso da Astenge, controlada por ex-assessor do DER-SP e sua mulher, controlada, na verdade, por Júlio Cesar Astolphi, ex-assessor de Projetos da Diretoria de Engenharia do Departamento de Estradas de Rodagem de São Paulo (DER-SP), que tinha apenas um funcionário registrado entre 2009 e 2010. Recebeu, neste período, a vultuosa quantia de R$ 3,224 milhões de duas concessionárias do Grupo Ecorodovias.

A informação de que só tinha um único empregado é do Ministério do Trabalho, a empresa registrou um único funcionário entre os anos de 2008 e 2011 e dois em 2012. A Astenge registrou um funcionário em 2013.

O que faz um funcionário para receber para seus patrões quantia de R$ 3,224 milhões?

E o patrão deste único funcionário registrado na Astenge, quem é? O milionário é Astolphi, foi assessor de DER-SP entre julho de 2007 e janeiro de 2011. O desvio dessa vultuosa soma foi feita da Ecovia Caminho do Mar S/A, que administra 175,1 quilômetros de estradas entre Curitiba e o litoral do Paraná, e que já havia pago R$ 1,009 milhão, em 2009, à Astenge Assessoria Técnica e Engenharia LTDA, controlada por Astolphi e sua mulher.

Mas, a mamata não parou por aí. No ano seguinte, a Ecocataratas, responsável por 387,1 quilômetros da rodovia BR-277, transferiu R$ 2,215 milhões à empresa do engenheiro, que tem sede no endereço residencial do casal.

Segundo a Ecovia, a empresa do ex-assessor do DER-SP ‘foi contratada para realização de estudos técnicos de engenharia, melhoria e otimização da infraestrutura existente na BR-277, no Paraná, com o objetivo de identificar oportunidades de integração entre a rodovia BR-277 e os portos de Paranaguá e Pontal (integração entre os modais rodoviário e portuário)’.

Alguém pode pensar que para ganhar uma grana dessa a Astenge tem um projeto espacial para analisar as rodovias. Mas não. Segundo a Ecocataratas afirma que a Astenge foi contratada para elaborar estudo técnico sobre enquadramento territorial e socioambiental para projeto de duplicação da BR-277. Só isso!

As concessões públicas é o moderno assalto aos cofres públicos. O Grupo Ecorodovias controla outras concessionárias além da Ecovia e da Ecocataratas. Duas delas atuam junto ao Programa de Concessões do Estado de São Paulo.

É através das concessões públicas, ou melhor dizendo privatizações, que a burguesia faz o caixa de campanha do PSDB e demais partidos burgueses. A Ecovias administra o sistema Anchieta-Imigrantes e a Ecopistas, o corredor Ayrton Senna/Carvalho Pinto. Tanto a Ecovias quanto a Ecopistas não têm contratos com o DER-SP.

Estas concessões são feitas com uma nova espécie de fantasmas, uns laranjas. Segundo dados da Receita apontam que a Astenge funciona na zona oeste de São Paulo e tem como atividade econômica principal ‘serviços de engenharia’. A empresa não tem registro na Junta Comercial de São Paulo, apenas em cartório.

Mais um caso de polícia diria alguém. Pode ser. Júlio Cesar Astolphi é investigado em um inquérito civil aberto em 8 de agosto de 2017 no Ministério Público do Estado de São Paulo, derivado da delação da Odebrecht. A 5.ª Promotoria de Justiça do Patrimônio Público e Social apura supostos atos de improbidade administrativa: enriquecimento ilícito (artigo 9), prejuízo ao erário (artigo 10) e violação a princípio (artigo 110).

A luta contra o golpe e pela liberdade de Lula está na ordem do dia para impedir o avanço dessa política golpista de rapina que coloca nas costas dos trabalhadores os efeitos da crise.

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