Terror na Cisjordânia
Mesquita local foi incendiada por colonos israelenses na região da Cisjordânia, essa política impelida pelo ódio nos remete à Alemanha Nazista comandada pelo III Reich.
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Foto: AFP
Soldados israelenses prendem criança palestina. Estado de terror precisa acabar junto com Israel | AFP

Uma mesquita foi incendiada por colonos israelenses no dia 27 de julho, na região da Cisjordânia. Atos como este, carregados de provocações racistas, estão se tornando cada vez mais freqüentes desde que houve o adiamento, sem data prevista, do “Acordo do Século” que trata sobre a anexação de mais de 30% do território da Cisjordânia pelo Estado de Israel, marcado para o dia 01 de julho. Esse projeto foi coordenado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump em companhia do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, no mês de janeiro deste ano.

O que vale lembrar é que Israel já ocupa boa parte da Cisjordânia, principalmente áreas fronteiriças à Jordânia no qual dá acesso ao Rio Jordão, espaço de grande importância religiosa e econômica territorial – e que esses assentamentos, com mais de 700.000 colonos israelitas, são considerados ilegais pela comunidade internacional e setores de oposição dentro dos Estados Unidos, restringindo o plano de ação de ambos os governos.

O primeiro-ministro da Autoridade Palestina (AP), Mohammad Shtayyeh responsabiliza diretamente a política governamental de Netanyahu e grupos religiosos de extrema direita, como o regime sionista, por ataques como o do último dia 27 e prevê uma terceira intifada.

O fato é que a Cisjordânia, hoje, é onde se concentra a maior parcela do povo palestino, incluindo a Faixa de Gaza. Sua anexação pelo Estado de Israel significa a retirada forçada de pessoas que nela vivem e dela tiram seu sustento. Os palestinos que insistirem em permanecer sobre esses territórios anexados, teriam seus direitos civis e políticos cassados e até mesmo, retirados. Essa política nos remete, entre outros processos históricos, à Alemanha Nazista do século XX. O governo comandado pelo III Reich elaborou um pogrom contra a comunidade judaica residente em seu território. Denominado pelos próprios nazistas como a “Noite dos Cristais”, entre os dias 9 e 10 de novembro de 1938, membros nazistas, principalmente integrantes da força paramilitar das SA foram incentivados pelo alto-comando do partido, a praticar atos violência contra os judeus, a polícia alemã foi orientada pelo governo a não impedir os ataques, além de ser instruída a prender os perseguidos.

Estima-se que mais de 1.000 sinagogas foram queimadas e 30 mil pessoas foram presas e enviadas para campos de concentração. O nome a “Noite dos Cristais” deve-se aos milhões de pedaços de vidros que se espalharam pelas ruas depois que propriedades particulares e religiosas dos judeus foram destruídas. O episódio também foi o cerne para àquele que seria conhecido como a política de extermínio do povo judeu na Europa ou o Holocausto – a “Noite dos Cristais” foi a primeira ação sistematicamente organizada pelos nazistas desde que alcançaram o poder na Alemanha.

Esse é o resultado que se pode esperar de políticas colonialistas arbitrárias – assim como anexar mais de 30% da Cisjordânia é extremamente desumano, pode ser enquadrado como crime de guerra, devido a uma série de regras pautadas no Estatuto de Roma e no Tribunal Penal Internacional que regulam esse tipo de situação. Segundo a palestina Nadia Silhi, pesquisadora em Direitos Humanos e advogada, acerca do “Acordo do Século”, disse, em entrevista ao site esquerda.net: “a anexação de um território pelo uso da força ou a ameaça é uma questão que está absolutamente proibida no Direito Internacional Moderno”, bem como constitui-se em “violação absoluta dos direitos humanos ao anexar um território por meio da força”. Além do mais, a população de colonos do Estado Israel deveria proteger a vida dos invadidos palestinos e não alterar sua legislação e soberania sobre o território ocupado, muito menos estender atos criminosos corroborado pelo governo. Destarte, é necessário acabar com o Estado de Israel e a construção de um único Estado multinacional que una palestinos e os povos lá colocados pelo imperialismo.

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