Nas vésperas da Copa, direita anti-povo proíbe fogos

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A última medida tomada pelo prefeito Bruno Covas, sucessor de João Doria, estabeleceu a lei que proíbe o uso de fogos de artifícios considerados barulhentos. Foi decido nesta quarta (23) a aplicação da lei, votada pela Câmara Municipal encabeçada por Mario Covas Neto (Podemos) e Reginaldo Tripoli (PV). A lei consiste na aplicação de multa de dois mil reais para aqueles que manusearem, estiverem portando os fogos e ou solta-los. A multa tende a dobrar e até a quadruplicar em casos de reincidência.

Essa se caracteriza como mais uma dentre aquelas leis que reforçam a repressão diante de uma manifestação popular, anteriormente a lei também proibia a fabricação de rojões na capital paulista, no entanto, se resolveu somente a repressão de quem solta-los, o que não diminui o absurdo da criação de tal lei. As justificativas da direita golpista, sempre permeando o campo demagógico, de que essa é uma maneira de conscientizar a população acerca do cuidado com pessoas que são autistas e com os cachorros que sofrem com a soltura dos fogos.

O que na verdade se revela como uma verdadeira farsa, a medida somente tende a reforçar leis repressivas contra a população e aumenta sua criminalização por questões banais como essa. Essa é uma daquelas campanhas reforçada por setores confusos, representados pela esquerda pequeno-burguesa que com esse posicionamento reforça a política que agora está sendo colocada pela direita anti-povo dentro de um Estado altamente punitivo.

Assim funciona a direita, começa proibindo fogos de artificio e impondo um controle sobre a população, até que de fato comece a perseguição a toda e qualquer tipo de manifestação popular, assim como impor a censura. É preciso ter claro que nenhuma dessas medidas são benéficas à população, mas sim um mecanismo de impor mais repressão e controlar a população de conjunto.