Dilema genocida
A única saída para a população é a organização coletiva, em conselhos populares que priorizem a vida em detrimento do regime, não o contrário
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MIséria na favela - Marcello Casal Jr. - Agência Brasil
Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil |

Neste domingo (29), o Ministério da Saúde divulgou novos dados do coronavírus no Brasil, trazendo 136 mortos e 4.256 casos confirmados, uma taxa de letalidade de 3,2%. Este dado é o início dos impactos da pandemia no Brasil. Segundo estudos recentes (publicados neste diário), os cenários para o Brasil estão na casa das 500 mil mortes. No entanto, se este dado já é muito grave, a paralisia na economia provocada pela pandemia do novo coronavírus (Covid-19), impõe à população um outro risco de morte: a fome.

Nas periferias do país faltam todos os itens, alimentos, papel higiênico, fraldas, sabão, detergente, entre outros. Até então, a política do governo foi falar para a população ficar em casa, em isolamento. No entanto, como não há qualquer condição de ficar em casa – ainda mais em casas em que a porta de entrada é o único meio de ventilação – moradores saem atrás de ajuda de parentes, amigos e entidades de assistência em busca de alimentos e itens de primeira necessidade.

A maior parte dos moradores da periferia trabalha em regime de informalidade. Apesar da burguesia eufemizar essa condição ao dizer que esses cidadãos são profissionais “autônomos”, com a remuneração em regime semanal ou diário já precária e agora inexistente, a “autonomia” deles significa estar no limiar tênue entre ter o que comer e passar fome.

O fato das crianças deixarem de ter as refeições nas escolas agravou a situação. As famílias, várias que só faziam comida para as crianças a noite, passaram a gastar mais com alimentação e gás de cozinha.

Pesquisa recente do Data Favela indica que 72% das pessoas nas comunidades não têm recursos para manter sequer uma semana o seu padrão de vida, que já está na linha da miséria. Ou seja, independente de qualquer propaganda governamental, é impossível se manter em casa sem dinheiro e sem alimentos.

Essa é a expressão de um dado significativo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de que 13,5 milhões de brasileiros vivem em extrema pobreza, passam o mês com menos de R$ 145,00. Foi baseado nestes ingredientes explosivos da situação política que os golpistas aprovaram a esmola de 600,00. No entanto, o próprio valor miserável e as dificuldades impostas para acessá-lo, manterão o povo ameaçado não apenas pela pandemia do coronavírus, mas pela fome e miséria generalizada.

Isso mostra que nas mãos dos golpistas não há saída para a população. Se não for pega pela doença, perecerá pela fome. Qualquer alternativa que suponha uma solução por cima, relega o povo a este dilema genocida. Por isso, a única saída para a população é a organização coletiva, em conselhos populares que façam o trabalho que o governo e congresso golpistas não irão fazer: priorizar a vida dos trabalhadores, não o regime.

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