Subnotificação no genocídio
É alarmante a situação de COVID-19 nas favelas e, muito mais preocupante do que a que aparece nos dados oficiais com números irreais e subnotificados
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Os números de mortos e contaminados é muito superior aos notificados | Foto: Reprodução

O Estado ao esconder os verdadeiros dados sobre mortos e contaminados pela COVID-19 esconde o caos e retira qualquer chance de combate verdadeiro ao vírus. A subnotificação em favelas tende a ‘reduzir a percepção de risco’, alerta médico da Uerj sobre coronavírus.

Esta é a opinião da Diretora da ONG Redes da Maré, que denuncia a subnotificação em algumas comunidades que fazem parte do complexo são consideradas como parte do bairro Bonsucesso. Por Priscila Chagas.

É alarmante a situação de COVID-19 nas favelas e, muito mais preocupante do que a que aparece nos dados oficiais com números irreais e subnotificados. Isso porque há uma grande subnotificação de casos.

Uma forma de desarmar as populações. O maior risco da subnotificação, na opinião do médico Mário Dal Poz, da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj), é que a população deixe de tomar os cuidados necessários e acabe aumentando a transmissão do vírus.

A desinformação é dirigida as comunidades, especialmente, em “que você tem ambientes muitos fechados, habitações precárias, espaços reduzidos, essa subnotificação tende a reduzir a percepção do risco”, explica Dal Poz.

A ONG Redes da Maré Desde o início da pandemia, a ONG Redes da Maré faz uma campanha para conscientizar os 140 mil moradores e também divulga, desde abril, há um mês Subnotificação de casos e mortes por coronavírus pode ser maior nas comunidades Favelas do Rio. Fato é que se têm cerca de 100 mortos por coronavírus, segundo prefeitura, um balanço semanal dos casos nas 16 favelas da região.

A situação é gravíssima. “É assustador ver a subnotificação que existe e aí a subnotificação tem a ver com notificação errada, que aí tem a ver com outros problemas estruturais em relação à questão da favela”, diz a diretora da Redes da Maré, Eliana Silva Sousa. “Nem todo mundo foi testado, enfim, vai ter acesso a teste, mas a gente vê nos atestados de óbito que a pessoa morreu por problema respiratório, com sintomas da COVID-19, isso tem em alguns óbitos que a gente tem acesso”, fala Eliana.

Os números de mortos e contaminados é muito superior aos notificados. A diferença é enorme entre os números divulgados pela Prefeitura do Rio e aqueles levantados pela ONG. No dia 11 de maio, de acordo com o município, eram 37 casos confirmados de coronavírus e 8 mortes na Maré. Contudo, só do dia 17 de abril até o dia 11 de maio, no último balanço divulgado pela ONG, foram registrados 208 casos suspeitos e 28 mortes.

Acrescenta-se que desses casos recebidos pela ONG, só 34 pessoas conseguiram fazer o teste da COVID-19 para confirmar a doença. A diretora da Redes da Maré explica que um dos motivos para essa diferença é reside no fato de que algumas comunidades parte do complexo serem consideradas como parte do bairro Bonsucesso, que até domingo (17) já tinha 136 casos confirmados e 28 mortes, segundo levantamento da Secretaria Municipal de Saúde.

Os golpistas no poder escondem o número verdadeiro do genocídio da população pobre e periférica no Rio de Janeiro.

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