Abaixo a Frente Ampla
Durante entrevista nesta quarta, o ex-presidente expressou seu repúdio à frente ampla com os golpistas, opondo-se à política de uma parte da esquerda que se abraçou ao “centrão”
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São Paulo SP 20 03 2020- O ex presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante video no seu Twitter  disse que fez exames  não está infectado com o Corona porque  passou dias na Europa. mas vai ficar em casa- como todos os brasileiros - foto Twitter
Lula durant entrevista a veículos progressistas nesta quarta, 1º: Twitter via Fotos Publicas |

“Não tenho nada para conversar com FHC e Michel Temer”, afirma Lula

Nesta quarta 1º, o ex-presidente Lula concedeu uma coletiva de imprensa por videoconferência a veículos progressistas, onde falou sobre a crise atual do coronavírus e do governo Bolsonaro.

O ponto alto da entrevista foi quando Lula citou que as vezes vê uma ou outra pessoa dizer que a solução seria “o Lula sentar com o FHC, com o Sarney, com o Temer, com o Collor.” A isso, Lula rebateu de forma incisiva O que que eu tenho para conversar com o FHC nos dias de hoje? … O que que eu vou conversar com o Temer? ”

“Se coloquem no meu lugar? Ele [FHC] não fez um único gesto para tentar evitar o impeachment da Dilma. O que que eu vou conversar? O que eu tenho para conversar? O que que eu vou conversar com o Temer? O que que eu teria para conversar com o Temer? … Vamos ser francos. Sabe, são pessoas que realmente eu não me vejo conversando.”

O ex-presidente ainda citou o evento “Direitos Já”, que foi uma tentativa da direita golpista se reciclar usando a esquerda. Na época o evento teve participação do PCdoB, do PDT e de partidos que compõe a frente ampla com os golpistas. O PT foi convidado, mas se recusou a participar. Lula revelou o motivo, disparando com indignação:

“Quando fizeram aquela reunião pelos ‘direitos’ no Tuca [o manifesto pelos Direitos Já] e que ficaram criticando o PT de não ir, eu falei para a Gleisi ‘você vai levar a Dilma, então quando você pede a palavra você fala o seguinte: ‘Então cambada de canalha, vocês querem defender direitos, então defendam os direitos da Dilma! Aí a gente conversa!’ Mas fingir que não aconteceu nada e deixar passar, não faz parte da minha formação, da minha cultura política. Talvez eu seja ignorante, mas eu não vejo nada, nenhuma coisa de conversar com determinado tipo de gente.”

Lula iniciou falando sobre Bolsonaro e sua completa incapacidade em lidar com a crise, citou que o PT foi vítima do abuso de poder do monopólio de comunicação, como “a Globo, que cansou de transformar mentiras do Bolsonaro, do Moro e da Lava Jato em verdade.” O ex-presidente ainda denunciou o apoio que a imprensa deu a Bolsonaro, dizendo que é preciso “lembrar o que fizeram conosco [PT] na semana das eleições… A Justiça é muita lerda para apurar essas coisas.”

O ex-presidente ainda lembrou da fraude eleitoral de 2018:

“Houve a minha proibição de ser candidato. Eu tinha certeza que ganharia aquelas eleições. A gente ganharia no 1º turno. E foi exatamente por isso que me tiraram do processo. Ao invés de ficar chorando, o importante a saber é que estou com meus direitos políticos truncados e eu espero recuperá-los em algum momento até as eleições de 2022.”

E continuou, citando inclusive as diferenças entre sua candidatura e a de Fernando Haddad, o então “plano B” do PT, “algumas coisas que pegaram contra nossa campanha talvez não tivessem pegado em mim porque as pessoas já me conheciam mais.”

Por fim, o ex-presidente, com irreverência, falou sobre o abutre da oligarquia Ferreira Gomes:

“Ciro Gomes, sem mais nem menos ele me culpa de ser o responsável de não permitir que ele fizesse aliança com outros partidos políticos. O que o Ciro Gomes queria era que o Messi fizesse gol para o time adversário do Barcelona. Ele queria que eu deixasse de convencer as pessoas de apoiar o PT para apoiar ele.”

A entrevista é relevante e mostra um tom elevado de Lula, que mesmo com uma política de esquerda moderada, deixa claro suas diferenças com os setores de esquerda que estão se abraçando com os golpistas num momento em que o povo está ameaçado de um verdadeiro genocídio.

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