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A edição do Jornal O Globo de ontem (03/11) abordou temas importantes para a atual discussão política do país. Utilizando-se de forma distorcida da crítica feita pelo rapper paulista, Mano Brown, em evento de apoio a Haddad na Lapa (centro do Rio de Janeiro), o Jornal O Globo tenta dar uma explicação sobre a derrota do PT nas eleições.

Obviamente, omitindo o fato de que as eleições foram fraudadas por diversas manobras realizadas pelos golpistas, o jornal golpista procurou apresentar os “erros” do Partido dos Trabalhadores como principais culpados pela vitória de Jair Bolsonaro.

Segundo O Globo, não realizar uma autocrítica sobre os tais “erros” cometidos durante 13 anos de poder, foi o fato fundamental que isolou o PT no segundo turno. Cinicamente, afirmam que a autocrítica ajudaria o PT a receber apoios dos setores supostamente democráticos dos golpistas, como o PSDB, Marina Silva e Ciro Gomes – a chamada “Frente Democrática”.

Os golpistas focaram no argumento de que a tentativa de lançar Lula para presidência da República foi um erro fatal, já que afirmaria que o partido concordava com a adesão à “corrupção federal”, à qual Lula faria parte. E ainda, apresentam que foi isto que distanciou o PT do povo, que segundo eles, é contra Lula e apoia a “luta contra a corrupção”.

Conversa afiada. Como ficou demonstrado, Lula é o político mais popular do país e reflete os interesses de milhões de trabalhadores. O crescimento de sua popularidade e do seu apoio durante o momento anterior às eleições expressou a polarização política gerada em torno do golpe, e portanto, o repúdio da população à toda política de ataques realizada pelos golpistas.

Entretanto, o PT abandonou a candidatura de Lula, as cores vermelhas, a defesa do aborto e de uma nova constituição, e aderiram à uma política de conciliação de classes com a direita golpista. Mesmo assim, perderam as eleições. O que nos leva a conclusão de que toda esse debate sobre autocrítica do PT, abordado pela Globo, não passa de uma campanha da direita para pressionar os elementos mais pequeno-burgueses do partido a abandonarem a luta contra o golpe e desmoralizar totalmente o PT diante dos trabalhadores.

Para a direita, o PT deveria ser um partido cativo ao regime burguês. Tem que esquecer o golpe, parar de estimular os trabalhadores a se mobilizar e deixar de lado as cores vermelhas do movimento operário. Isso é coisa do “antigo PT”. O “novo PT” tem que pensar em atuar com os partidos que deram o golpe para fazer oposição parlamentar a Bolsonaro e esperar até as eleições de 2022.

De uma certa forma, com o aumento do controle da ala direita sobre o PT, as propostas da burguesia estão se realizando. Por isso, é preciso denunciar e explicar para os setores mais confusos: não adianta autocrítica! O PT simplesmente não estava destinado a ganhar essas eleições, pelo simples fato de que a burguesia não quis. Tiraram Lula das eleições e manobraram para colocar um político que desse continuidade ao golpe de Estado.

Fazer aliança com os golpistas e fazer autocrítica (abandonando o Lulismo) seria uma profunda capitulação aos principais carrascos do povo. É preciso exigir a Liberdade de Lula e denunciar que o governo de Bolsonaro é ilegítimo e levantar em todo país a palavra de ordem: Fora Bolsonaro e todos os Golpistas!

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