Não será o ministério público que fará a Globo do golpe deixar de ser racista

Globo-racista

O MPT (Ministério Público do Trabalho) determinou que a rede Globo acatasse medidas de “promoção” de profissionais negros em sua teledramaturgia e no jornalismo. Isso se deve a polêmica da novela Segundo Sol, que se passa na Bahia, mas com pouquíssimos atores negros. A empresa teria 10 dias após a notificação para provar as mudanças na novela e 45 para adotar outra mudanças sugeridas pelo MPT.

A rede Globo é um dos sustentáculos do regime político e social brasileiro e uma das engrenagens fundamentais que movem o golpe de Estado. Desse fato conclui-se que é uma das peças fundamentais para a opressão do negro, que é a base da pirâmide social. Como população oprimida dentro do Estado, colocada em situação de inferioridade política, social  e econômica o problema do negro não pode ser resolvido com demagogias.

É mesmo o Estado por meio de sua instituições, como o MPT, que garante a opressão do povo negro e sua situação de inferioridade social, devemos sempre desconfiar de sua aparente benevolente, má que visa adquirir mais poder, que significa mais opressão. Obrigar a rede Globo a colocar mais negros na TV, sendo ela também um dos principais sustentáculos da opressão do negro, não irá mudar nada na situação geral do povo negro. A tal representatividade serve apenas como peça de propaganda da direita em defesa da democracia, que inexiste no país.

Para o negro resta lutar contra os opressores pelos seus direitos democráticos, que neste momento passa pela luta contra o golpe, contra a direita, os capitalistas e em suma contra o Estado burguês.