“Não são os mesmos de 64”: são os netos dos torturadores que vem para torturar os netos dos guerrilheiros

Um liame que não está sendo devidamente traçado entre os golpistas de 64 os militares atuais é a vínculo sanguíneo entre estes e aqueles. Sérgio Etchegoyen, por exemplo, vem de uma linhagem de golpistas.

Os militares de hoje não escapam à herança golpista e são os mesmo de antes, nos métodos, no entreguismo e nos sobrenomes. As ilusões de que há um amadurecimento democrático dessas instituições perecem a cada manchete de jornal, a cada ocupação de favela, mas estavam já condenadas pelas certidões de nascimento.

Entretanto, a imobilidade da esquerda, que condenou o Brasil de 64 a viver duas décadas de chumbo, esta não pode se repetir. Os ecos dos gritos nas masmorras do golpe dever nos ressoar como alertas de que o passado ainda não foi enterrado.