Não são os brasileiros, é a extrema-direita que ataca venezuelanos na fronteira

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No último sábado (18/08), uma onda de ataques mobilizados pela extrema direita tomou conta da cidade fronteiriça de Pacaraima, região norte de Roraima.

Após denúncia sobre uma suposta tentativa de assalto e agressão contra um comerciante brasileiro na sexta-feira (17), grupos fascistas e de extrema direita organizaram de imediato, via redes sociais, mobilizações de retaliação ampla e arbitrária contra todos os imigrantes venezuelanos na cidade.

A barbárie fascista tomou conta, assentamentos de venezuelanos foram gravemente atacados e destruídos, diversos bens e pertences foram incendiados de forma criminosa. Estima-se que mais de 1.200 imigrantes venezuelanos foram obrigados a deixar o país.

“Foi terrível, eles queimaram as tendas e tudo o que havia dentro”, disse Carol Marcano para a AFP, uma venezuelana que trabalhava em Boa Vista e estava na fronteira retornando para a Venezuela. “Houve tiros, eles queimaram pneus.”

O fato evidencia que as forças fascistas não possuem nenhum compromisso com o Estado de Direito, ao devido processo legal ou com a presunção de inocência. Prevalece a ignorância e o ódio.

A população trabalhadora precisa abrir os olhos para a campanha de violência e hostilidade contra o povo venezuelano. É preciso denunciar que o maior interessado e principal fomentador da barbárie cometida pela extrema direita é o imperialismo capitaneado pelos monopólios do petróleo.

A luta contra a extrema direita está alinhada na luta contra o golpe, pela defesa da liberdade e candidatura do ex-presidente Lula! Todo apoio e solidariedade aos venezuelanos.