Sem salários
A Organização Social responsável pela gestão das unidades recebeu da Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro nada menos do que R$ 253 milhões para a construção e operação
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Hospital de campanha | MARCOS VIDAL

Conforme já noticiado por este Diário, os hospitais de campanha construídos no combate ao coronavírus se tornaram peças de marketing político para os governadores. Falta tudo, desde equipamentos até profissionais da saúde, como médicos, enfermeiros, técnicos em enfermagem, fisioterapeutas, etc.

Um dos exemplos que caracteriza o total descaso das autoridade públicas, no quesito hospitais de campanha, é o caso do Rio de Janeiro, quando deixam de pagar até os salários dos funcionários, como são os casos do Maracanã e de São Gonçalo e, não só isso, também se encontram com os salários atrasados os profissionais do Samu.

Os trabalhadores desses hospitais, no último dia 22 de julho, realizaram uma manifestação exigindo a pagamento dos seus vencimentos. Conforme denúncia de uma das diretoras do Sindicatos do enfermeiros do estado do Rio de Janeiro, os funcionários estão numa situação muito complicada, em que os salários não estão sendo pagos e, inclusive estão sendo ameaçados de demissões por estarem reivindicando o que é seu por direito.

A Organização Social, responsável pela gestão das unidades, recebeu da Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro nada menos do que R$ 253 milhões para a construção e operação dos hospitais e, agora se nega a pagar os salários dos seus funcionários, o que mostra o total desprezo, tanto da OS quanto do governo, pelas vidas da população e dos trabalhadores. O que vale é a grana!

É mais uma demonstração de que os trabalhadores e a população são tratados como lixo. A OS Iabas que vinha prestando os serviços trata os seus funcionários como escravos, dignos dos tempos da senzala.

Os funcionários dos hospitais estão na linha de frente do contigente de possíveis contaminados; desenvolvem o seu trabalho na esperança de salvar vidas e fazem isso com total convicção do que estão fazendo. Agora, para os patrões os trabalhadores estão ali porque aceitaram o quer der e vier e ai daquele que reclamar, estará imediatamente no olho da rua.

A luta dos trabalhadores dos hospitais devem ter todo o apoio de todas as organizações de trabalhadores. É preciso dar um basta a está situação de escravidão que o governo do estado, através de empresas terceirizadas, vem submetendo os funcionários.

Além de exigir o imediato pagamento dos salários, reivindicar que o contrato de trabalho dos trabalhadores concursados seja aplicado a todos os terceirizados e, juntamente com essa reivindicação exigir do governo o fim de todas as terceirizações e a contratação de todos os terceirizados imediatamente.

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