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Não pode ser primeiro-ministro: Corbyn desafia Parlamento e rejeita provocações contra a Rússia

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Após a crise gerada pelas acusações da Inglaterra de que a Rússia teria sido responsável pelo envenenamento do ex-espião Skripal, uma forte onda de represálias a Putin vem sendo preparada pela imprensa ligada aos grandes monopólios. No entanto, Jeremy Corbyn não seguiu a orientação dada pelo imperialismo.

Em entrevista à BBC, Corbyn falou claramente que não iria fazer nenhum condenar a Rússia sobre o que aconteceu, uma vez que a Inglaterra não apresentara quaisquer provas e que a Rússia havia se declarado inocente diante das acusações. Além disso, Corbyn defendeu fortemente que a Rússia não fosse retaliada.

Quando perguntado se dialogaria com Putin, Corbyn disse: “claro que sim”. Assim, apesar de toda a campanha que vem sendo feita contra a Rússia – e até mesmo contra a Copa da Rússia –, Corbyn não se curvou aos interesses do imperialismo. Além disso, Corbyn lembrou que a Rússia foi o país que mais sofreu na Segunda Guerra Mundial e que deve ser sempre considerada em qualquer discussão global.

A postura firme de Corbyn contrária às retaliações à Rússia não é de nenhum interesse para o imperialismo. Na atual etapa de profunda crise em que o capitalismo se encontra, nenhuma força que se oponha ao imperialismo tem sido tolerada. Assim, ao se posicionar contrário à retaliação à Rússia – e, naturalmente, favorável ao enfrentamento com o imperialismo, que é quem massacra os trabalhadores em todo o mundo – Corbyn mostrou mais uma vez que sua candidatura ao cargo de primeiro ministro será uma dor de cabeça para os monopólios.

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