“Não houve nenhum ataque químico!”: Rússia denuncia farsa norte-americana para invadir a Síria

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Os EUA e a Rússia trocaram sérias ameaças em uma reunião do Conselho de Segurança da ONU em torno do ataque com armas químicas suspeitas na região oriental de Ghouta, na Síria.

Pelo menos 70 pessoas, incluindo crianças, morreram na cidade de Douma, controlada pelos rebeldes, como resultado de um suposto ataque químico no sábado, segundo grupos de ajuda que trabalham no local.

O embaixador russo na ONU, Vassily Nebenzia, disse que Moscou alertou os EUA sobre “graves repercussões”, caso atente contra as forças do governo sírio baseando-se neste suposto ataque químico.

“Não houve ataque de armas químicas”, disse Nebenzia ao Conselho de Segurança na segunda-feira.

“Através dos canais relevantes, já transmitimos aos EUA que a força armada, sob pretexto mentiroso contra a Síria – onde, a pedido do governo legítimo de um país, as tropas russas foram implantadas – poderia levar a graves repercussões”, disse ele.

Mas o embaixador dos EUA na ONU, Nikki Haley, disse que os EUA “responderão” ao suposto ataque, independentemente de o Conselho de Segurança da ONU agir ou não.

“Chegamos ao momento em que o mundo precisa fazer justiça”, disse Haley ao conselho.

“A história registrará isso como o momento em que o Conselho de Segurança cumpriu seu dever ou demonstrou seu total e absoluto fracasso em proteger o povo da Síria”, disse ela. “De qualquer forma, os Estados Unidos vão responder.”

Os comentários vieram depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prometeu uma ação rápida em resposta ao ataque dito “bárbaro” de armas químicas suspeitas.

Falando em uma reunião do Gabinete, Trump disse que estava conversando com militares e outros assessores e que uma decisão seria tomada dentro de 48 horas. “Nada está fora da mesa”, disse ele quando perguntado acerca de se a ação militar era uma possibilidade efetiva.