“Ideologia negra”
A oposição da luta dos negros ao marxismo, como defendem alguns identitários, é uma propaganda capitalista e reacionária
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Negros são parte expressiva da classe operária. | Arquivo.

Tem sido cada vez mais constante o debate colocado por alguns representantes de ideologias identitárias de que o negro não poderia ser marixsta pois este seria uma “ideologia europeia” e portanto “branca”. Claramente esse debate é uma tentativa de afastar os negros e o movimento negro da luta revolucionária, portanto, em última instância trata-se de uma ideia reacionária.

Do ponto de vista lógico, tal elaboração é artificial, tanto política como teoricamente. Analisando a coisa de um ponto de vista mais amplo, fica fácil de perceber isso.

Em primeiro lugar, segundo a ideia desses identitários, o mundo seria dividido entre negros e brancos e não por classes sociais. Isso significa que a classe operária branca da Europa estaria em oposição à classe operária negra da África, por exemplo. Se a divisão do mundo se resume desta maneira, ou seja entre negros e brancos, qual é o tipo de sociedade que o movimento negro deveria propor? Vejamos de um ponto de vista lógico.

A emancipação do negro é uma reivindicação democrática, uma vez obtida a emancipação do negro, teriamos duas opções: ou uma socidede capitalista que acolherá negros e brancos ou uma sociedade capitalista negra. A contraposição disso só poderia ser o socialismo, ou seja, uma nova sociedade de tipo igualitária.

A sociedade capitalista negra já existe em vários países da África, mesmo sendo um capitalismo atrasado. Segundo a lógica desses identitários anti-marxistas, esse “capitalismo negro” seria oo suficiente para resolver o problema do povo negro. Deveríamos concluir logicamente que, estando os negros em maioria e no poder nesses países, os problemas da população negra estão resolvidos, ou quase isso. Não precisa nem mesmo ser marxista para notar o completo absurda dessa conclusão.

No fim das contas, essa oposição à “ideologia branca do marxismo” (atenção às aspas) só pode levar a uma ideologia branca do capitalismo. Ou seja, não existe essa ideologia negra que vai criar um mundo separado do capitalismo. Na realidade, como dito acima, é uma ideologia que não tem um fundamento na realidade e portanto artificial.

A única ideologia capaz de emancipar o negro é o socialismo. Só através da revolução proletária é que o negro vai ser emanciapado. Na África é necessária uma revolução contra o imperialismo, assim como em todos os países, sem isso não haverá a emancipação do negro nem na África nem nos Estados Unidos, nem no Brasil.

Essa confusão ideológica, na medida em que começa a ser colocada abertamente em oposição ao socialismo, ou seja, em oposição à luta de classes, vai se tornando cada vez mais reacionária. Ela serve para colocar o negro, ou o movimento negro mais especificamente, a reboque do capitalismo.

De um ponto de vista político essa suposta “ideologia negra” é, além de reacionária por se colocar contra a revolução proletária, uma ideologia reformista dos países imperialistas. Na falta de uma perspectiva revolucionária, crê-se que através de algumas reformas no capitalismo, os negros poderiam ter a sua libertação completa dentro do próprio capitalismo.

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