Rio Grande do Sul
Política do bolsonarista Eduardo Leite não passa de uma fraude. Cidades que são consideras com “alto risco” podem adotar protocolos de regiões com risco “menor”.
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SÃO PAULO, SP, BRASIL, 20/01/2020 - O governador Eduardo Leite se reuniu, na tarde de segunda-feira (20/1), com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, na Fundação FHC, em São Paulo. Participou também da reunião o governador do Maranhão, Flávio Dino. Fotos: Felipe Dalla Valle/ Palácio Piratini
O bolsonarista Eduardo Leite (dir.) junto com os "frenteamplistas" FHC (ctr.) e Flávio Dino (esq.). | Fotos: Felipe Dalla Valle/ Palácio Piratini

Apesar do número de mortos pelo COVID-19 bater recordes diários, a jornada pela reabertura total das atividades comerciais no Rio Grande do Sul, assim como nos demais estados, continua a pleno vapor. O “ex-científico” Eduardo Leite e os prefeitos gaúchos, “ex-amigos da ciência”, criam protocolos e classificações para atender às demandas do grandes capitalistas.

Na última segunda-feira (31/8), o governo do Rio Grande do Sul divulgou mapa definitivo de risco para o estado. Os municípios foram divididos em 21 regiões. Apenas quatro (Santo Ângelo, Cruz Alta, Ijuí e Santa Rosa) foram classificados como de “alto risco”, enquanto todos os demais, como de “médio risco”.

O mapa preliminar, divulgado na sexta-feira (28/8), trazia 10 regiões com “alto risco”. Sete pedidos de reconsideração foram analisados e quatro foram mantidas como zonas de “alto risco”. Este fato isolado, por si, já deixa o próprio mapa sob desconfiança.

Porto Alegre, capital do estado, voltou ao “médio risco” porque, segundo o governo do Estado, houve estabilização de leitos ocupados por pacientes do COVID-19. Trata-se de uma maneira bastante falaciosa para mensurar o risco pela pandemia. Pelo contrário, comete o mesmo erro da política “científica” do “isolamento como única medida”, pois atribui à criação de leitos caráter de panacéia para pandemia.

No caso da mensuração de risco em relação à proporção de leitos ocupados, o governo pode, com facilidade, ao detectar aumento no número de infectados, apenas reservar mais leitos ao tratamento da pandemia, mantendo regime mais flexível, mesmo que a doença esteja em contágio pujante. Tem-se aí, um salvo conduto legal para a política genocida do “ex-científico” Eduardo Leite.

A fraude acerca dos protocolos e mapa de risco é ainda mais exposta quando o governo fascista do Rio Grande do Sul permite que as prefeituras adiram ao “sistema de gestão compartilhada do modelo de distanciamento controlado”. Assim, as prefeituras poderão executar protocolos, claramente ineficientes, correspondentes a classificações de menor risco.

Se o governo do estado, que possui – deveria – muito mais capacidade de gerenciamento do que as prefeituras, trata-se de um completo contrassenso dar autonomia para os municípios com “alto risco” no combate à pandemia.

Além disto, permitir que Santo Ângelo e Ijuí, que estão em regiões de “alto risco”, transformam o próprio mapa em uma completa mentira. Portanto, fica óbvio o governo do bolsonarista Eduardo Leite apenas finge que combate o COVID-19, seguindo fielmente a cartilha imposta pela burguesia.

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