Descaso no Rio de Janeiro
A nota da Iabas abre o jogo e revela não haver prazos reais para entrada em operações das demais unidades hospitalares
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Hospitais de campanha no Rio de Janeiro | Foto: Reprodução Governo do Rio de Janeiro

Na manhã desta sexta-feira dia 29/05, em uma nota pública a Organização Social (OS) Instituto de Atenção Básica e Avançada à Saúde (Iabas) informou que haveria na tarde deste dia uma reunião com a Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro (SES-RJ) para discutir a criação de um “novo cronograma para entrada em operação” das unidades hospitalares. Advertindo ainda que a entrega das demais unidades deverá ser comprometida pelo corte de verbas, a Iabas solicitou a reunião alegando procurar “uma solução que cause menos transtornos à população”.

Na nota a Iabas acentua as dificuldades para contratação de pessoal para unidade de São Gonçalo, frente a suspensão dos pagamentos pelo Tribunal de Contas Estadual (TCE). Já havia resistência dos profissionais a serem lotados na unidade de São Gonçalo após a manifestação truculenta de um grupo de fascistas ligado ao deputado estadual Filippe Poubel (PSL).

Alega também haver problemas na obtenção dos medicamentos essenciais ao tratamento dos pacientes mais graves e necessidades de adequações estruturais solicitadas pelo Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro (CREA-RJ) e pelo Ministério Público do Trabalho do Rio de Janeiro (MPT-RJ), postergaram a entrega das unidades.

A nota da Iabas abre o jogo e revelar não haver prazos reais para entrada em operações das demais unidades hospitalares. Todo o quadro demonstra claramente que a política do governo do Rio de Janeiro diante da crise era apenas uma fachada para a população, não sendo real a iniciativa para disponibilidades de leitos a população, enquanto isso 220 pacientes aguardam na fila por um leito de enfermaria e outros 78 por um leito de Unidade de Tratamento Intensivo (UTI).

Os hospitais modulares de campanha que iriam amplia o acesso da população aos leitos de atendimento seguem sem execução. Os que foram construídos não constam com o enxoval necessário de equipamento como respiradores e contratação de equipes de profissionais da saúde.

Das unidades previstas as únicas unidades em operação até o momento são o hospital de campanha Parque dos Atletas na zona Oeste do Rio de Janeiro 200 leitos, 150 de enfermaria e 50 UTI e o hospital de campanha Lagoa -Barra no Leblon, inaugurado em 25 de abril, com 40 leitos, 30 de enfermaria e 10 de UTI. Hoje o hospital de campanha do Leblon opera com 100 dos 500 leitos previstos, 80 de enfermaria e 20 de UTI.

A unidade de São Gonçalo seria um hospital de campanha com capacidade de 200 leitos, 120 de enfermaria e 80 de UTI. Entretanto até o momento houve indicação de quatro datas para a inauguração, 30 de abril, 17, 27 e 28 de maio, mas todas foram canceladas. O último cancelamento seria devido contaminação e coerção do deputado estadual fascista Felipe Poubel (PSL).

Na cidade de Nova Iguaçu seriam duas unidades, uma um hospital de campanha com 200 leitos, 160 de enfermaria e 40 de UTI. A outra unidade seria um hospital modular que já conta com 100 leitos prontos, entretanto não contam com respiradores para entrar em operação. Hoje a cidade só tem 75 leitos disponíveis para atende pacientes com covid-19 e já contabilizar 1.380 casos e 139 mortes pela pandemia.

A impressão que se esboça a qualquer um que conheça o histórico genocida do governador Witzel e presencia o atual cenário é que o governador fascista do Rio de Janeiro adotou a pandemia do covid-19 como mais um método de extermínio da população pobre. A esse novo instrumento de aniquilação do estado – que se tornou a pandemia de covid-19, assim como aos demais métodos de opressão – a única saída progressista e consiste na organização e mobilização popular, é preciso construir os conselhos populares para se contrapor a política genocida dos capitalistas e derrubar os fascistas.

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