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Uma das características centrais de um golpe de Estado é a quebra da ordem constitucional vigente. Ou seja, as leis ou pelo menos aquelas leis que garantem um mínimo do “Estado de direito” e das “garantias individuais” para os seus cidadãos, são rasgadas a fim de permitir a perseguição política a todos aqueles que representam uma ameaça contra a efetivação do golpe.

No Brasil de hoje não é diferente. Os golpistas brasileiros, orquestrados pelas agências de inteligência do imperialismo norte-americano, promoveram todo tipo de manipulação com as leis e com a Constituição com o propósito de “justificar” a legalidade do impeachment da presidenta eleita com 54, 5 milhões de votos, Dilma Rousself.

A partir de uma absoluta aberração jurídica e de muita corrupção, situações típicas de um país sob um golpe de Estado, o imperialismo e o grande capital nacional a ele subordinado (Fiesp, banqueiros, exportadores de commodities etc) montaram uma engrenagem com todos os poderes constituídos do Estado para destituir a presidenta e tomar de assalto o País.

Do poder Legislativo ao Judiciário, os órgãos de repressão, as Forças Armadas, além de um gigantesco aparato de propaganda nos meios de comunicação sob a liderança da Rede Globo de Televisão, todos foram cúmplices dessa orquestração.

Depois do impeachment de Dilma, todas os golpistas se voltaram para destruir o principal líder popular já surgido no país. Lula e o PT foram alvos de uma gigantesca devassa através da polícia federal e da operação golpista Lava Jato. Nada encontrando que pudesse justificar uma condenação, os juízes começaram a forjar provas a partir de delações sem nenhum valor legal. A revelia da lei, não apenas condenaram Lula como agora se preparam para prendê-lo, tendo como base uma arbitrariedade absoluta do judiciário, que instituiu a possibilidade de prisão de um réu sem a condenação em última instância o que implica em uma violação absoluta da Constituição de 1988, um verdadeiro AI 5 do STF brasileiro

Mas o que os golpistas não contavam é que menos de 2 anos depois da derrubada da presidenta Dilma, o país estivesse a ponto de explodir, tal é o repúdio da população aos golpistas.

O carnaval marcou o ápice desse descontentamento. Por todos as cidades foram milhões de foliões, de blocos e de escolas de samba se manifestando abertamente contra o golpe e em defesa de Lula. Na Rocinha, uma das maiores favelas do Rio de Janeiro, a comunidade estendeu uma faixa na via de acesso ao morro ameaçando “descer o morro caso Lula seja preso”. A mesma ameaça se repetiu no morro do Juramento, também no Rio de Janeiro.

Não foi por outro motivo que o governo golpista de Temer, em conluio com os militares, acaba de instituir a intervenção militar no estado do Rio de Janeiro.

Mais do que nunca é necessário que a população tome as ruas. Por tudo que fizeram, não podemos duvidar por um minuto, que o golpe militar é uma alternativa real para os golpistas.

A única maneira efetiva de se contrapor ao golpe e a prisão de Lula será com a constituição de milhares de comitês por todo o país, que tenham como papel impulsionar essa mobilização popular.

Nesse sentido, uma atividade fundamental está colocada para os próximos dias: a ocupação por milhares de pessoas em uma vigília permanente das regiões próximas à residência do Lula em São Bernardo do Campo-SP, para impedir por todos os meios a sua prisão.

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