Não existe “voto útil”: no RS, os dois candidatos ao governo são bolsonaristas

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Muito se discute, no pleito deste ano, a respeito das candidaturas, em nível estadual, no Rio Grande do Sul. Nestas eleições a disputa entre Eduardo Leite (PSDB) e José Ivo Sartori (MDB) só demonstra que o estado seguirá com um governo direitista que, diariamente, ataca ao povo.
José Ivo Sartori (MDB) concorre a reeleição. Ex prefeito de Caxias do Sul, o atual governador teve sua gestão marcada pelo corte de verbas a saúde, educação e segurança, bem como o não pagamento, em dia, do funcionalismo público. Ele, que não é popular na capital gaúcha, estando no segundo turno, só demonstra o caráter fraudulento das urnas, uma vez que o povo gaúcho está cansado de ser brutalmente atacado.
Além do atual governador, concorre também em segundo turno o direitista Eduardo Leite (MDB). O ex prefeito da cidade de Pelotas, quinta mais populosa do estado, é jovem (33 anos), mas já possui em sua carreira política as marcas dos ataques ao povo. Enquanto ex-prefeito, esteve envolvido em esquemas de fraude nos resultados de exames de pré-câncer, realizados por empresas contratadas pela prefeitura. O seu partido já teve representantes no governo, como Yeda Crusius, de 2007 a 2010, sendo um dos piores governos do Rio Grande do Sul.
Tanto José Ivo Sartori, quanto Eduardo Leite, representam o que há de mais podre no cenário político estadual. Ambos já declararam apoio ao fascista e capacho do imperialismo, Jair Bolsonaro, e deixaram claro que, caso eleitos, seus governos seriam marcados pela privatização de estatais e cortes no número de funcionários públicos, favorecendo a única minoria que os interessa: a burguesia.
Sendo assim, a ideia de voto útil se torna completamente absurda. No pleito, os gaúchos estão frente à dois direitistas da pior espécie. A única forma de combater os retrocessos impostos por qualquer um dos dois é através da mobilização popular. A impopularidade dos concorrentes do segundo turno só demonstra o quão fraudulenta são as eleições controladas pela burguesia.