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Tive a oportunidade de ouvir, dentro da própria esquerda, que o Exército, que hoje comanda o estado do Rio de Janeiro, está lá para manter a segurança do povo carioca, para combater o crime organizado, o tráfico de drogas, etc.

Sempre que falam isso eu olho bem a pessoa para ver se ela teve a oportunidade desastrosa de ser abordada por um policial com arma em punho, com o cano da arma apontado para seus olhos. Você olha o cano e passa pela sua cabeça seu próprio funeral, em questão de milésimos de segundos, isso quando a própria bala não passa pela sua cabeça, como foi o caso de milhares de negros e pobres brasileiros.

Não existe esse morador de periferia capaz de defender conscientemente a PM, menos ainda o Exército. Ninguém quer ser abordado às 6 da matina, indo ao trabalho, por um soldado que carrega um FAL de um metro e dez centímetros, cujo disparo pode fazer desaparecer sua cabeça.

O regime antes do golpe já era esse terror, e as UPPs cariocas já tinham demonstrado que não iam combater crime, mas combater o povo, roubar a população, torturar e assassinar trabalhadores, como foi o caso de Amarildo.

Com o Exército na cidade, aqueles que eram brutais ficaram ainda mais animados, como é o caso do Bope. Não sei quem encontrou esse batalhão nos últimos tempos e que sobreviveu para contar o que houve.

As forças de segurança no Rio de Janeiro estão em êxtase. Creio que tem até disputa sobre que batalhão ou grupamento mata mais. O Exército também entra na jogada, só que com armas de guerra. Se não as utilizar para matar um cidadão qualquer, quem sabe pode vendê-las por ali mesmo.

No meu whatsapp começam a chegar fotos de meninos pardos, negros, mas definitivamente pobres, com buracos de bala, mortos em alguma operação. No Facebook aparecem outras fotos, de gente morta por operações da polícia ou do Exército.

Todos os milicos estão com carta branca para matar e não serem julgados, assim disse Temer, assim desejam os militares, de farda cinza ou verde. E esse é o sinal do golpe de Estado, de seu aprofundamento.

Não tem confronto, não tem “troca de tiros”, o que tem é o povo negro sendo caçado, brutalmente, pelos golpistas e seus cães armados.

O povo carioca tem o direito de se defender da repressão, da maneira que for possível, com o que estiver ao alcance das mãos. Deve se organizar, em comitês de defesa e luta contra o golpe, e expulsar todas as forças de repressão das favelas.

 

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