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Nas últimas semanas, um conjunto de ações e declarações dos representantes do imperialismo ianque apontam para uma iminente intervenção militar na Venezuela. Os ianques buscam isolar o regime bolivariano, acusando o governo liderado pelo presidente Nicolás Maduro de ser uma “ditadura” e de estar provocando uma crise humanitária no país.

O que precisa ser dito inicialmente é que não pode ser levada a sério a caracterização norte-americana sobre o que é ou não o regime venezuelano ou qualquer um outro, pois os EUA foram e continuam sendo o principal financiador, articular e organizador de todos os golpes de estado e dos regimes ditatoriais e totalitários ocorridos nos quatro cantos do planeta nos últimos cinqüenta anos.

A intensa campanha da direita ianque e latino-americana tem por propósito criar as condições para a derrubada do governo legitimamente eleito, abrindo espaço para o controle do país pelo imperialismo. A instalação de um governo fantoche de direita colocaria em marcha um plano de devastação econômica da Venezuela (a exemplo do que vem ocorrendo com outros países do continente), liquidando com os ativos do país, em particular da sua principal riqueza, o petróleo, que passaria ao controle das grandes petroleiras ianques.

A intensa campanha de pressão do imperialismo para isolar e sufocar o regime chavista encontra repercussão em todo o continente. Nesta semana, o governo Maduro foi comunicado que a Venezuela não será convidada para a reunião da oitava Cúpula das Américas, que irá se realizar em Lima, no Peru, no mês de abril. Maduro, no entanto, disse que estará presente ao encontro. O país andino que sediará o evento está controlado neste momento por um governo da direita pró-imperialista.

Que a direita do continente esteja alinhada às posições do imperialismo na luta pela derrubada do governo bolivariano da Venezuela é inaceitável, mas totalmente compreensível. O que é rigorosamente incompreensível, inaceitável e inadmissível é que setores de esquerda do continente estejam também ombreados com o imperialismo nos ataques a um país oprimido e explorado do continente. A Venezuela está sob intenso fogo cruzado da maior máquina militar de guerra do planeta, os Estados Unidos, e é um dever militante de toda a esquerda do continente assumir uma postura clara e inequívoca de defesa da população do país vizinho e irmão.     

No entanto, aqui no Brasil – onde a direita fascista leva adiante uma implacável campanha de perseguição e ataques à esquerda – representantes da esquerda pequeno-burguesa (encabeçados pelo PSOL e PSTU) passaram, de armas e bagagens para o lado do inimigo dos povos do continente. São inúmeras as declarações de dirigentes, deputados e personalidades destes partidos que se ocupam em atacar o regime bolivariano, sob os mais disparatados argumentos. Estão cumprindo, neste sentido, o vergonhoso papel de instrumento político do imperialismo, que neste momento se prepara para atacar militarmente a Venezuela.

É preciso ficar claro que não há meio termo ou outro atalho nesta luta de vida ou morte contra o imperialismo. A única posição a ser adotada não só pelo conjunto da esquerda do continente, mas por todas as forças democráticas e demais setores progressistas dos países latino-americanos é exigir a imediata cessação das provocações e das ameaças do imperialismo contra o povo venezuelano.

Os Estados Unidos é o inimigo comum que precisa ser enfrentado e neste sentido não pode haver vacilação, Ou estamos todos ao lado e em defesa da soberania e da autodeterminação da Venezuela e de todos os povos latino-americanos,  ou estamos alinhados com o imperialismo genocida.

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