“Não é uma arma, é um telefone!”: polícia americana mata três e causa revolta

Assim como ocorreu em agosto de 2014 com o assassinato de Michael Brown, um jovem negro de 18 anos, desarmado e sem precedentes criminais, outras três novas mortes geraram protestos contra a violência policial nos Estados Unidos.

 Nos últimos dias, ao menos mais três negros se tornaram vítimas fatais da polícia norte-americana, com ampla repercussão.

Em 22 de março, no Texas, Danny Ray Thomas, um rapaz negro desarmado, com 34 anos de idade, foi morto por um policial durante uma abordagem corriqueira de rua. As autoridades locais tentaram justificar o fato aludindo que a vítima portava algum objeto nas mãos, mas não foi possível confirmar a versão e nenhuma arma foi encontrada no lugar do assassinato.

 Antes, em 19 de março, na Califórnia, Stephon Clark, um jovem negro, de 22 anos, morreu no quintal de casa depois de receber 20 tiros de policiais da região, supostamente por estar portando uma arma, o que, em seguida, se revelou ser, na verdade, um celular. Nos protestos, manifestantes revoltados gritavam “não é uma arma, é um telefone!” para denunciar as medidas arbitrárias dos agentes, usadas sobretudo contra a população negra e pobre.

Em 12 de março, em Illinois, foi a vez da negra Decynthia Clements, de 34 anos. A mulher dirigia seu carro e, durante uma abordagem policial bastante suspeita, com muita discussão e resistência, acabou levando 3 tiros a queima roupa. Na igreja lotada, onde ocorreu o funeral, pessoas prtestavam que o assassinato não poderia ficar impune, já que o filho de qualquer um estaria sujeito a se tornar mais uma vítima das ações policiais.

Em todos estes casos, os manifestantes denunciaram o uso de armas militares e letais contra a população civil.

Assim como ocorre no Brasil, a polícia dos Estados Unidos é extremamente perigosa, e tem como seu alvo principal o povo negro e pobre da periferia.

É preciso esclarecer que a missão da polícia, tanto lá, quanto aqui, não é proteger o cidadão comum ou zelar pela paz social, como a mídia tenta fazer crer; seu papel é manter a ordem econômica burguesa em pleno funcionamento, marginalizando e oprimindo a classe trabalhadora, com vistas a satisfazer a necessidade de sobrevivência de uma minoria parasitária e odiada povo, formada pelos capitalistas.