Cartas marcadas
A mesma política em todos os pontos fundamentais contra o povo de São Paulo
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celsorussomanno-brunocovas
Duas faces da direita: Russomano e Covas | Foto: Reprodução

Apontado, mais uma vez, como o primeiro colocado nas pesquisas – repetindo as últimas eleições em que sempre iniciou na dianteira e não chegou ao segundo turno – o candidato à prefeito e deputado federal Celso Russomanno (Republicanos) foi acusado de plágio pelo atual prefeito e candidato à reeleição, Bruno Covas.

Segundo a denuncia o candidato teria copiado para o seu programa de governo, protocolado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), trechos de edital lançado pela gestão tucana sobre concessão de terminais de ônibus.

O deputado, que faz campanha como apresentador de TV em que aparece como “defensor dos direitos do consumidor”,  teria reproduzido parte do Edital na parte do seu programa que trata da “mobilidade urbana e transporte”.

O trecho plagiado do programa, segundo a cúpula tucana, teve apenas algumas alterações em relação ao nome dos terminais que cita e trata de generalidades com as quais os candidatos da direita burguesa procuram iludir parte dos eleitores de que vão fazer aquilo que eles e seus partidos não fizeram pois estão comprometidos com os interesses das máfias capitalistas que controlam a cidade e todo o País.

Trecho do programa de governo de Russomanno sublinhado — Foto: Reprodução
Trecho do programa de Russomano, registrado no TSE

O comando da campanha do PSDB, emitiu nota denunciando a “cola” na qual aproveitou para tirar proveito da situação assinalando que “o plágio do candidato Celso Russomano mostra que até ele apoia as medidas do prefeito Bruno Covas.”

Eleições: Russomano lidera pesquisa e Covas é 2º em SP, diz Ibope - Política - iGO candidato apoiado pelo presidente ilegítimo, Jair Bolsonaro, procurou despistar afirmando que “não há problema em concordar com estudos que já foram feitos pela Prefeitura“.

O episódio é mais uma das muitas provas de que não há diferenças profundas entre os candidatos da burguesia. As semelhança vão muito além da cópia de programas, discursos, métodos, de campanha etc.

Nem seria necessário o plágio para mostrar que a política dos dois e de outros candidatos da direita na eleição paulistana é a mesma e sempre foi assim em todas as questões fundamentais em relação não só em relação à cidade como ao conjunto dos acontecimentos centrais do País. Os candidatos do PSDB e do Republicanos – bem como os do PSL (Joyce Hasselmann), do PSB (Márcio França) e outros da direita – estiveram unidos em torno do golpe de Estado que derrubou a presidenta Dilma; participaram da fraude que elegeu Bolsonaro e são cúmplices – por ação e/ou omissão – do genocídio que ja matou mais de 143 mil brasileiros, mais de 35 mil paulistas e quase 13 mil paulistanos, na atual pandemia em que os governos desses senhores ou por eles apoiados não fizeram absolutamente nada para evitar a matança que atinge, principalmente, a população pobre e trabalhadora.

Na eleição da maior e mais rica cidade do País (terceiro orçamento público, atrás somente do orçamento da União e do Estado de São Paulo) as diferentes frações da burguesia golpista levam adiante, nessas que devem ser as mais fraudulentas eleições da historia do País, a velha tática politica de apresentar as eleições como uma disputa “democrática” entre dois Doria lança pacote de ajuda a Bruno Covasrepresentantes das suas principais frações. O primeiro deles, o atual prefeito Bruno Covas (do PSDB), eleito em 2016 como vice do fascista João Dória (PSDB) é apresentado como uma suposta alternativa “democrática” e até progressista ao
candidato apoiado diretamente pelo bolsonarismo, Celso Russomano (Republicanos), que mais uma vez cumpre o papel que – em décadas anteriores era destinado ao ex-prefeito e ex-governador Paulo Maluf (PP), de ser o “espantalho” que os setores mais poderosos e mais perigosos (para o povo) fda burguesia levantam para conquistar o apoio para os seus candidatos a verdugos da população. Antes era, “vote no PSDB… em Covas… Serra….etc…. senão Maluf ganha”, nas últimas eleições Maluf foi substituído por Russomano.
Evidencia-se o jogo de cartas marcadas das eleições, que só mesmo alguns atores secundários da esquerda burguesa e pequeno burguesa, como o “tucano-socalista”, Márcio França (PSB), Guilherme Boulos (PSOL), Orlando Silva (PCdoB) e Jilmar Tatto (PT), procuram endossar como um processo democrático em que todos participariam com as mesmas chances e outros delírios.
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