Um debate com os identitários
Os que defendem controlar as ideias e as obras de arte, assim como a destruição de símbolos do passado estão expressando uma política reacionária
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"... E o vento levou", identitários querem o filme fora de catálogo. | Reprodução.

O movimento que se convencionou chamar de identitário, uma ideologia criada nas universidades dos países imperialistas, em particular nos Estados Unidos, passou a ter influência sobre a esquerda pequeno-burguesa, justamente porque essa ideologia tem sido usada pelo imperialismo como propaganda demagógica em uma suposta, na realidade falsa, defesa das “minorias”.

Essa ideologia defende que a resolução dos problemas relativos aos negros, mulheres e ao movimento LGBT, estariam numa mudança de pensamento e comportamento da sociedade. Portanto, a sociedade não mudaria por meio da luta política dos oprimidos para a mudança do sistema econômico de exploração, mas bastaria uma reforma na esfera das ideias. Daí fica claro porque o imperialismo adotou essa ideologia como via para uma política demagógica com esses movimentos.

Vem dessa crença na mudança pelo pensamento e pelas ideias a política defendida pela esquerda pequeno-burguesa sobre a derrubada de estátuas e monumentos, a censura ou modificação de obras como livros e filmes considerados “politicamente incorretos” e a crença de que as instituições do Estado poderiam resolver o problema da opressão por meio de leis punitivas, em particular contra determinadas ideias e pensamentos. Por exemplo, um xingamento pode facilmente se transformar em crime e cadeia. Uma ideia exposta por alguém que desagrade, por motivo A ou B, uma outra pessoa que se sinta “ofendida” pode ser passível de censura, e assim por diante.

Muitos desses setores reivindicam para si uma ideologia libertária. Boa parte se considera anarquistas. Outros, como é o caso da esquerda pequeno-burguesa no Brasil, chegam até mesmo a se reivindicar marxistas.

Mas será mesmo que tal ideia, de que uma pessoa ou determinada obra de arte ou pensamento possam ser limitados ou censurados, é libertária? Muito longe disso.

O controle do pensamento nunca é libertário. Isso porque deve ser dado a todos o direito de pensar e expressar. Se uma pessoa se coloca na posição de controlar o pensamento do outro, estaríamos diante de uma sociedade cuja luta por esse controle só pode resultar na vitória dos mais poderosos. No caso da nossa sociedade, a burguesia.

Não à toa, a “Santa Inquisição” da Igreja Católica e o nazismo procuravam determinar qual pensamento era puro, correto, agradável e justo para justificar jogar parte da cultura humana na fogueira.

A liberdade de expressão deve ser ilimitada e irrestrita para que todos possam expressar-se. As ideias não devem estar submetidas ao controle de ninguém. Isso não significa que as pessoas não possam discordar uma das outras. Muito longe disso, todos devem falar o que quiser e responder o que quiser.

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