Não é hora de se esconder, é preciso mobilizar nas ruas contra o regime golpista

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Bolsonaro, fascista, golpista, adorador de Brilhante Ustra (chefe dos torturadores da época da ditadura militar no Brasil dos anos 60 e 70) ganhou as eleições fraudadas para presidente da República em 2018.

Diante do resultado, dirigentes das organizações políticas da esquerda pequeno burguesa, a começar pela direção do PT, estão  assustados com a possibilidade da volta dos anos de chumbo, da ditadura militar, da perseguição aos militantes de esquerda, da prisão e a tortura aos que lutam contra a direita.

O medo é baseado em uma realidade, mas a orientação de que os militantes se escondam, não se exponham diante do avanço do golpe em um estado de exceção, não é baesado em uma análise realista, mas em uma análise capituladora, que só pode levar ao aprofundamento da reação, do avanço do golpismo e da destruição da esquerda.

Nesse momento,  o golpe conseguiu uma vitória parcial, que partiu do fato de tirar Lula da eleição e impor uma derrota eleitoral ao PT, maior partido da esquerda da  América Latina. No entanto, o candidato eleito, Jair Bolsonaro, não era o candidato dos golpistas que deveria ganhar.

Ficou evidente, no entanto, que os golpistas não tem apoio popular. Mesmo nos resultados fraudulentos por eles produzidos e divulgados, o candidato golpista eleito teve menos de 40% de apoio do eleitorado. Mais de 60% dos eleitores não votaram em Bolsonaro.

Bolsonaro é um remendo dos golpistas para manter o controle político do regime, e por a própria burguesia entende que ele terá que ser vigiado 24 horas para não colocar o País em uma situação de amor polarização política e de descontrole geral. Por isso as organizações de esquerda devem mobilizar o povo para as rua, lutando por suas reivindicações, buscando explorar  as contradições  e divisão dos golpistas, que podem levar ao aprofundamento das contradições do golpe.

É um erro político orientar os ativistas a se esconder e adotar uma política de colaboração e capitulação diante da ameaça fascista. As mobilizações podem intimidar os golpistas, a covardia e a submissão na luta que se apresenta no Brasil, da esquerda contra a direita pode levar a um maior recrudescimento da direita golpista, que está nesse momento sob a direção dos militares.

O Brasil é um país em que a classe operária, a única capaz de derrotar o golpismo e o fascismo, está bem organizada, possui a maior central sindical da América Latina (CUT),  alem de importantes movimentos populares, como a CMP (Central de Movimentos Populares), e de luta dos explorados do campo e da cidade, como o MST, o MTST etc.

É preciso ir para o enfrentamento, e não se esconder. A força dos movimentos de luta dos explorados no Brasil é muito maior, e bem mais forte que o artificialismo da política da direita.

Fugir, se esconder, não enfrentar a direita nesse momento em que ela, apesar a vitória eleitoral, está em crise, é facilitar para que a direita se posicione melhor no cenário político e na sequência esmague a esquerda.

É preciso ir para as ruas, organizar os militantes que lutaram contra o golpe desde o início que continuem lutando. A orientação da direção do partido de afastar a militância da luta, de não reconhecer as eleições como legítima, só fortalecerá os golpistas.