Altman não quer ir para ação
Para Breno Altman, a palavra de ordem mais dita no momento não é suficiente para uma ofensiva do povo contra Bolsonaro.
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O presidente eleito Jair Bolsonaro e o futuro ministro da Justiça, Sérgio Moro, durante visita ao Superior Tribunal de Justiça (STJ).Foto José Cruz/Agência Brasil
Foto: Bolsonaro com Sérgio Moro. |
Da redação – No debate no canal 247 entre Altman e o presidente do Partido da Causa Operária, Rui Costa Pimenta, a palavra de ordem de “Fora Bolsonaro” causa divergências entre os dois debatedores. Altman afirma concordar com a palavra de ordem de Fora Bolsoanaro, contudo, para ele, ela contém apenas um caráter de agitação, e não uma medida prática, uma ordem de ação. Ele ainda afirma, de modo irônico, que não vê problemas em gritar essa palavra de ordem nas manifestações, mas que na prática não há mobilização suficiente para a derrubada de Bolsonaro.
Ao que parece, Breno Altman não está tendo tanto contato assim com as mobilizações que vêm ocorrendo por todo o Brasil. Ao contrário de Pimenta, Altman segue é contrário à palavra de ordem mais chamada no momento, o Fora Bolsonaro, para ele, não é hora de ir para a ação, pois a esquerda e a população em geral ainda estão numa situação defensiva e que não é próprio de períodos de defensiva ter palavras de ordem de ação e que isso só significa uma repulsa da vanguarda sobre o Bolsonaro.
As divergências continuam quando Altman segue afirmando que as forças populares não podem abraçar a alternativa do impeachment, que isso significa apenas substituir o Bolsonaro por Mourão, que isso daria ao governo neoliberal mais estabilidade e um fôlego à burguesia. Mas o que Altman parece fingir não saber é que, tanto o Partido da Causa Operária, quanto o resto da população que não apoia Bolsonaro, não querem apenas um impeachment, mas sim a derrubada de todos os golpistas que estão no poder e a convocação de novas eleições com Lula sendo candidato.
A questão do impeachment, apesar de não ser a política que o PCO segue, ainda assim é uma demonstração de que a população não quer mais continuar passando pelos ataques bolsonaristas, não há como esperar até 2022 para tirar Bolsonaro do poder. Ao contrário de Breno Altman, não há concordância aqui sobre ter que ficar na defensiva reunindo forças por tempo indeterminado para derrotar Bolsonaro, as condições estão dadas para que a ofensiva para a derrubada de Bolsonaro aconteça.
Está mais do que claro que a palavra de ordem de Fora Bolsonaro é extremamente popular, a população trabalhadora não pode esperar por uma sentença de morte até o ano eleitoral. Mesmo a burguesia, que tanto trabalhou para eleger Bolsonaro e colocar Lula na cadeia, agora sente as consequências das políticas neoliberais de Bolsonaro, que só vêm aprofundando cada vez mais a crise e jogando na mais completa decadência o modo de vida burguês.

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