Não é exceção, é regra: policiais agridem casal no Acre, não basta punição individual, é preciso dissolver a PM

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Em setembro de 2016, câmeras de segurança registraram uma série de atuações criminosas da Polícia Militar do Acre, após evento de selvageria e barbaridade realizada contra moradores do bairro João Eduardo II, em Rio Branco.

Fica evidente que o procedimento criminoso empregado pela PM teve o propósito de reafirmar a opressão do Estado Burguês e dos aparatos de segurança nos bairros pobres e de periferia contra a população pobre.

Diante da repercussão gerada, o Ministério Público entrou com processo na Justiça contra os policiais, pedindo a condenação destes por abuso de poder, violação de dever inerente ao cargo com emprego de arma de fogo.

Não basta se calar diante de processos administrados pela burocracia burguesa, é preciso dizer em alto e bom tom, o Poder Judiciário não é capaz de apurar nem a superfície das atuações policiais criminosas realizadas no território nacional. Não deve pairar nenhuma crença de legalidade sobre o Judiciário golpista e nem pelas forças de segurança.

Para garantir o fim da violência policial, a população deve ser organizar para impor o exercício do seu direito democrático de defesa. Pelo fim ao massacre da população trabalhadora das periferias e da juventude, em sua maioria negra. Pela dissolução da PM e de todos os corpos repressivos.