Impulsionadores do fascismo
O Globo manipula a realidade ao esconder o verdadeiro caráter fascista de Bolsonaro
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(São Paulo - SP, 27/03/2019) Presidente da República, Jair Bolsonaro durante entrevista com José Luiz Datena. Foto: Isac Nóbrega/PR
Bolsonaro foi colocado no poder pelo Globo e pela burguesia. Foto: Foto: Isac Nóbrega/PR |

Em editorial de ontem (12), o jornal O Globo faz uma forte demagogia de “defesa da democracia”, utilizando como gancho o comentário de Carlos Bolsonaro sobre a impossibilidade de avanços na política nacional por vias democráticas.

O jornal que é o carro-chefe da propaganda imperialista no Brasil elogia novamente as “instituições democráticas e republicanas” que trabalharam para implementar o impeachment de Dilma Rousseff e a prisão de diversos líderes de esquerda, destacadamente o ex-presidente Lula, por meio de processos farsescos de corrupção que o folhetim diz terem combatido “devaneios autoritários de algumas frações do PT”.

Apesar de ser grande a propaganda da imprensa capitalista, Bolsonaro não tem “desvios autoritários”. Isso é uma manipulação de O Globo para encobrir o verdadeiro caráter do presidente ilegítimo que esse jornal ajudou a colocar no poder. Dizer que Bolsonaro tem desvios autoritários é dizer que ele não é tão ruim assim.

Bolsonaro é um fascista. Um fascista típico. Suas declarações e ações evidenciam isso. Se for possível, ele irá implantar uma ditadura fascista acabada, para esmagar o movimento operário e dizimar uma parcela importante da população.

E tudo isso é resultado do processo golpista impulsionado desde a farsa do Mensalão, em 2012, pelo próprio O Globo e pela imprensa capitalista em geral, expressando uma iniciativa da burguesia de fomentar a ascensão do movimento de extrema-direita. Bolsonaro é simplesmente a personificação de todo esse movimento.

Embora haja, por um lado, uma propaganda demagógica, e, por outro, um esforço para controlar Bolsonaro e colocá-lo na linha “correta” para estabilizar o regime golpista, a burguesia em seu conjunto sustenta a política do presidente fascista.

Afinal, a política de Bolsonaro é tão antidemocrática e autoritária quanto a que foi seguida diversas vezes pela burguesia. O impeachment de Dilma foi uma destruição da constituição, ou seja, um ataque devastador contra a democracia. A prisão ilegal de Lula, a mesma coisa. Ou seja, o Brasil já vive em uma ditadura, imposta pelos mesmos que dizem que Bolsonaro tem apenas “desvios autoritários” e que “é preciso firme defesa da democracia”.

A esquerda, por sua vez, cai na propaganda da imprensa golpista. Para ela, Bolsonaro não é um presidente ilegítimo e não pretende impor uma ditadura fascista no País. Acredita que, por meio das instituições, será possível “barrar” os ataques de Bolsonaro. Essas mesmas instituições que levaram Bolsonaro ao poder. Acredita que essas instituições deixarão as forças progressistas voltarem ao poder nas eleições de 2022 e por isso prefere esperar até lá, “desgastando” o governo por meio de uma falsa política de resistência que se resume no “fica Bolsonaro”, opondo-se à palavra de ordem de Fora Bolsonaro ecoada por grande parte da população.

O Fora Bolsonaro, ou seja, a derrubada do governo golpista por meio da mobilização popular, é a política correta a ser implementada para evitar o aprofundamento da ditadura dos bolsonaristas e da burguesia em seu conjunto.

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