Trabalhadores em luta
Mesmo com a pandemia, sindicatos equatorianos organizaram protestos contra o governo de Moreno e suas políticas neoliberais e levaram milhares de trabalhadores ás ruas.
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Protestos tomaram ruas do Equador | Foto: AFP

O Brasil não é o único país da América do Sul que recentemente vem sofrendo com os ataques de governos de direita com políticas neoliberais, há meses vemos situações tão parecidas quanto à brasileira em países como o Chile e também o Equador.

Antes mesmo da pandemia, o Equador vem fortalecendo suas manifestações populares contra as políticas de Lenin Moreno, e neste momento de crise ainda mais acirrada devido a pandemia e com políticas ainda mais duras aos trabalhadores, nem mesmo a quarentena ou a própria pandemia impediu que os trabalhadores equatorianos saíssem as ruas em reivindicações pelos seus direitos e contra os ataques neoliberais.

Os trabalhadores equatorianos que já tinham motivos suficientes para saírem as ruas antes da pandemia viram seus problemas ainda mais agravados com as conseqüências das políticas de Moreno se intensificarem ainda mais com a pandemia, onde vimos o completo despreparo e desprezo do governo com os trabalhadores, pois quando a pandemia realmente chegou ao país além do sistema de saúde, o sistema funerário também entrou em colapso e vimos cenas trágicas de caixões e corpos pelas ruas e casas esperando para serem enterrados.

Além da situação de saúde, o governo também anunciou medidas econômicas que prejudicam ainda mais a situação da vida dos trabalhadores, como por exemplo, o corte de 25% nas horas de trabalho e salários dos servidores públicos, além da previsão de redução em até 50% de horas de trabalho e 45% nos salários de contratos privados, e também, a partir do mês de junho, um sistema para ajustar os preços de combustíveis e assim diminuir subsídios, ou seja, mais prejuízo para os trabalhadores.

Diante de tal situação, sindicatos convocaram manifestações até mesmo com a pandemia, e milhares de pessoas saíram às ruas ontem (25), com palavras de ordem como “se o coronavírus não nos matar, o governo nos matará”.  A situação do Equador é bem parecida com o caso brasileiro, até mesmo com as políticas de cortes de salários e direitos dos trabalhadores, típicos do neoliberalismo, e os protestos nos mostram que os trabalhadores devem sim tomar as ruas para derrubar o governo Bolsonaro e seu verdadeiro genocídio contra a população brasileira, não devemos esperar por impeachment e que a situação seja resolvida pela própria burguesia que o apóia e o colocou no poder através de um golpe e uma eleição fraudulenta.

Os trabalhadores estão sendo obrigados todos os dias á se exporem ao vírus e a consequentemente ficarem doentes porque os patrões e a burguesia estão em comum acordo com os governos, os trabalhadores brasileiros devem olhar também o exemplo dos chilenos, que em seus protestos recentes colocaram a questão de que “se podemos trabalhar, podemos protestar”, ou seja, se os trabalhadores podem sair para garantir os lucros burgueses eles podem e devem sair ás ruas para derrubarem o governo golpista. Com isso é necessária a mobilização que deve ser organizada pelos sindicatos brasileiros, é hora de abrirem as portas e irem á luta junto com os trabalhadores que não tem opção e nem podem fazer quarentena ou se prevenirem adequadamente contra o vírus.

Mais letal que a própria pandemia são as políticas burguesas contra os trabalhadores, e é preciso reagir para que os trabalhadores tenham a chance de preservarem seus direitos e suas vidas.

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