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Uma pesquisa realizada pelas universidades de Stanford e Harvard e pelo departamento de Censo dos EUA mostrou que homens ricos negros têm maior possibilidade de empobrecer do que homens ricos brancos. Enquanto crianças brancas ao chegarem à idade adulta possuem  maior possibilidade de permanecerem na mesma situação econômica, meninos negros ao chegarem à idade adulta não tem a mesma probabilidade de permanecerem na mesma situação econômica, tendem a empobrecer, nos EUA.

A pesquisa tem como base os dados anônimos de renda e os dados demográficos de possivelmente todos os norte-americanos até 39 anos. A diferenças persistem mesmo se comparadas às famílias brancas e negras de mesma renda, principalmente entre famílias ricas, com mesmo nível de escolaridade, de patrimônio etc.   

Para meninos brancos criados em famílias ricas, 63% permanecem, quando adultos ou ricos de classe média alta, já para meninos negros – a pesquisa apresenta que os resultados da situação econômica na comparação entre meninas brancas e negras de mesma condição ao chegarem na vida adulta seriam mais equilibrados, o que não elimina, logicamente os efeitos negativos do racismo sobre a mulher negra -, criados em condições semelhantes, apenas 36% permanecem ricos ou de classe média alta. Quer dizer, há mecanismos que impedem que os negros ascendam ao topo da pirâmide social, fazendo-os retroceder à condição de explorado por excelência.

A comparação entre meninos brancos e negros em outras classes sociais a respeito da sua situação econômica quando adulto é ainda pior, o negro encontra-se sempre em enorme desvantagem. Essa desvantagem não é apenas econômica, mas em todos os aspectos da vida social, o negro em relação ao branco de condição semelhante tem mais chance de ser parado pela polícia, de ser preso, de ser assassinado pela polícia e em geral, recebe menos pelo mesmo trabalho etc. etc. mesmo vindo de origem rica.

Os autores apenas procuram explicar o fenômeno pelo racismo de maneira um tanto abstrata, levantam-se contra a ideia reacionária de que não haveria problema racial, mas apenas de classe, bem como com a ideia racista da capacidade individual, que levaria a crer que o branco é mais capaz que o negros em todas as situações. Todavia, explicam recorrendo ao racismo estrutural e pela difusão do estereótipo do negro como violento, criminoso, que prejudicaria economicamente o homem negro.

Naturalmente, que o problema do negro nos Estados Unidos, bem como nos demais Estados fora da África, sobretudo nos países de origem escravocrata, não é, no fundamental, a opinião que a sociedade tem sobre ele, pelo contrário essa opinião (Racismo) é antes uma consequência do problema material. O negro foi alçado à categoria de instrumento de trabalho e posteriormente de mão de obra extremamente barata. Ou seja, a população negra é uma população oprimida dentro e pelo Estado nacional. Para garantir que o negro em geral seja sempre mão de obra extremamente barata é necessário que esteja em uma condição de semi-cidadania, uma vez que é difícil submetê-lo novamente à escravidão.

Para submeter a população negra em uma condição de mão de obra sempre barata, desqualificada é necessários impedir que esta população adquira de fato, não só no papel, os seus direitos democráticos, para tanto o uso da polícia é fundamental. É natural, todavia, que na sociedade capitalista um pequeno setor da população negra, podemos mesmo dizer que uma questão central, uma válvula de escape, ganhe relevância social e até mesmo enriqueça, pelos mais variados meios, como pela arte por exemplo, porém a lógica geral da sociedade capitalista é manter os negros em geral, dentre outros setores, como população oprimida, mão de obra barata, no rodapé da sociedade. É dessa pressão geral que surge o racismo como instrumento ideológico de dominação.

Para o povo negro oprimido, não basta que um setor chegue ao topo da pirâmide social do ponto de vista da renda, pois isso não o libertará, só uma revolução democrática pode colocar negros e brancos em pé de igualdade, dando ao negro todos os direitos democráticos que lhes são negados hoje.

A burguesia é incapaz de realizar tal transformação, somente a classe operária, da qual o negro é parte, por meio da revolução proletária e da destruição do capitalismo, que se nutre a opressão do negro desde que era escravo, pode libertar o negro da opressão, o que constitui em grande medida uma auto-libertação.  A luta do negro também é pelo socialismo. 

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