Um apoio na prática
O próximo grande enfrentamento será a eleição presidencial de 2022, onde garantir a candidatura de Lula deve ser o principal objetivo da esquerda
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18/03/2016- São Paulo- SP, Brasil- Ex-presidente Lula, durante ato em defesa da democracia, na avenida Paulista. Foto: Ricardo Stuckert/ Instituto Lula
Lula em sua campanha contra o golpe após o impeachment de Dilma | Foto: Repordução

Lula é a figura central da política brasileira e pode-se dizer que da América Latina também. O ex-presidente têm sido o principal alvo da burguesia desde 2016. Mesmo o impeachment de Dilma passou por uma perseguição incansável contra Lula, que foi impedido de assumir um ministério no governo. A Lava Jato e a imprensa atuaram incansavelmente para tentar desgastar a figura do ex-metalúrgico e mesmo após sua prisão não conseguiram impedir que fosse o principal candidato em 2018.

Precisa ficar claro a todos que acompanham o desenvolvimento da situação política que uma das manobras da direita é tentar encerrar de vez a carreira política de Lula e isolar o PT.

Quando começaram os processos contra o líder do PT, a cobertura da imprensa e o processo em si deixaram bem claros que não era necessário uma manobra muito elaborada juridicamente para o ataque, qualquer coisa poderia ser usada para atacar o ex-presidente. Mesmo após a denúncia de que os processos eram uma farsa, continuou-se abrindo mais processos contra Lula e a imprensa aumentava a cadência de ataque. Nem sequer a vaza-jato foi suficiente para constranger a direita, até porque, ao contrário da pequena-burguesia, a burguesia não é movida por princípios morais subjetivos e idealistas, mas sim por seus interesses. Seu maior interesse no Brasil é ver Lula fora da política.

O problema é que nem prendendo esse senhor que completou 75 anos, a burguesia consegue anular sua influência política. Aproveitaram para soltar Lula quando houve a necessidade de soltar outros cassados pela lava-jato, sabendo que continuar mantendo-o na cadeia não ia fazer com que a população o esquecesse. Prenderam-no por quase dois anos e não foi suficiente. Enquanto estava preso liderou até o último momento as pesquisas eleitorais; havia um sério risco que ele vencesse preso, e no primeiro turno! Para não perder em 2018, a burguesia teve que impedir ele de ser candidato e de fazer campanha, seu nome sequer poderia ser mencionado pelo PT.

Lula tem todo esse destaque por ser o maior líder da classe operária em todo o continente. Foi o principal líder do movimento que derrotou a ditadura militar no Brasil. Apesar de sua política conciliadora de aliança com um setor fisiológico da burguesia, Lula tem apoio em milhões de operários brasileiros, a luta por sua liberdade política é uma luta que passa por envolver as massas nessa campanha política. O resultado disso é o desenvolvimento da consciência política da classe trabalhadora. Lutar pela liberdade de Lula e garantir que seja candidato em 2022 e que vença é uma luta que não permite capitulações ou concessões à burguesia, foi essa política falida levada até agora e só aprofundou a crise em que o país se encontra. A burguesia não busca alianças com a classe trabalhadora nesse período, ela busca sua aniquilação para poder sobreviver. É a política do neoliberalismo, caso o contrário não teria usado todo um setor da esquerda pequeno-burguesa através principalmente do PSOL para isolar o PT.

Pode-se dizer que não estamos mais fundo na crise política graças à campanha contra o impeachment de Dilma Rousseff, contra a prisão de Lula e pela liberdade dele posteriormente. Mesmo que o impeachment não tenha sido desfeito, mesmo que Lula tenha sido preso e sua liberdade tenha não tenha sido acompanhada pela devolução de seus direitos políticos, as campanhas obrigaram todo um setor adormecido da esquerda a se movimentar, e hoje está muito mais atenta e consciente dos riscos de depositar quaisquer esperanças nas instituições burguesas. O aprendizado prático é algo fundamental na política.

O caminho para reverter o golpe de Estado no Brasil passa agora pela campanha em torno de Lula 2022, e para essa nova etapa é preciso que a esquerda como um todo entre de cabeça nessa campanha. Não adianta tomar meias posições como veio fazendo até então o PSOL, parte do PT, PCdoB e outros setores que dizem que apoiar Lula. O PSOL é o caso mais grave, logo que lula foi preso figuras importantes do partido jogaram-no na lata do lixo e não fizeram nenhuma campanha por sua liberdade, só apareceram depois de solto para ajudar na campanha eleitoral. Esse tipo de conduta deve ser denunciada, não há espaço para demagogia eleitoral se quisermos derrotar a direita.

Tão importante quanto combater os demagogos sanguessugas é se desvencilhar daqueles que na esquerda querem enterrar Lula vivo. São muitos os que na esquerda dizem que Lula e o PT devem parar de buscar o protagonismo, ou até mesmo que Lula está ultrapassado e deve deixar a política. Querem anulá-lo politicamente. Deveria ser impensável pedir para que o maior partido de esquerda do país, junto com sua maior figura política saísse do cenário e desse lugar a qualquer um que o reivindicasse para si. A confiança dos trabalhadores não se conquista com intenções, pretensões ou palavras, somente com ações.

O fundamental nesse momento é entender que somente mobilizando a classe operária através de uma poderosa campanha política em torno da figura de Lula é que o cenário pode virar novamente, favoravelmente às lutas operárias.

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