Volta às aulas só com vacina!
O retorno do ensino presencial avança em todo Brasil. Ele já está marcado em 8 estados, com os “preparativos” inócuos. Sem uma ampla mobilização, milhares serão assassinados.
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Coordenação da Major José Marcelino, no aguardo para receber os estudantes no dia 7. | Foto: Ana Carla Bermúdez

Para trilhar a marcha genocida dos anseios insustentáveis do mercado financeiro, a volta às aulas avança em todo mundo. No Brasil a radicalização é tanta, que mesmo sem qualquer programa de combate à crise de saúde, a direita impulsiona o retorno do ensino presencial de norte a sul no País. A mobilização e a organização dos estudantes, bem como de toda a classe trabalhadora é a única forma de barrar o verdadeiro massacre que os bancos e as empresas privadas impõe a toda a população.

No Amazonas, as escolas estaduais e particulares já voltaram em agosto, sendo que só no primeiro mês foram mais de 1,7 mil profissionais contabilizados como contaminados. São Paulo, Espírito Santo, Pará, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Sul e Santa Catarina já têm data para a volta às aulas ainda neste mês ou no começo de novembro. Em outros estados, as aulas seguem sem previsão oficial para o retorno, porém já se observa o investimento pesado do governo para o retorno.

Como o atual ministro bolsonarista Milton Ribeiro já expôs: “Em breve as aulas voltarão”. Trata-se de uma continuação da reabertura econômica assassina promovida pelo governo Bolsonaro e pela direita golpista, que já abriram shoppings, comércios, inúmeros locais de trabalho e supostos “serviços essenciais” nunca foram sequer suspensos. Na atual crise econômica, o regime falido do capitalismo não consegue sustentar a quarentena e o isolamento social. Sem o trânsito de pessoas, neste caso de alunos, pais, professores e servidores, o lucro é insuficiente para socorrer o imperialismo e os bancos mundiais. Esses, são justamente aqueles que direcionaram o golpe e pavimentaram o caminho para o atual governo.

Assim, o desespero da burguesia para retornar as aulas durante a crise de demanda não será combatido por nenhuma instituição controlada pela mesma, os milhares de mortos pouco importam frente as debilidades lucrativas. Na realidade, apesar da óbvia desaprovação popular, percebe-se o constante investimento para retornar com as aulas o mais rápido possível. Mesmo sem a vacina, testes massivos, novos hospitais, leitos, UTIs ou investimento em pesquisas científicas, para a imprensa burguesa o álcool em gel e a máscara parecem ser suficientes substitutos. Isso se deve ao “término ou recuo da pandemia”, propagado pelos principais meios de comunicação que elucidam sobre a milagrosa imunidade de rebanho.

A título de exemplo, ainda com casos mais escatológicos, no principal centro político do País, São Paulo, as escolas públicas e particulares da capital poderão receber os alunos de volta a partir de amanhã de forma parcial. Todas as atividades extracurriculares já foram permitidas, como as aulas de línguas, música, teatro e também de atividades de reforço e as famigeradas rodas de conversa. Como propaganda, propostas criativas para matar menos membros da comunidade escolar foram propostas. São elas: novas pias,  tapetes com solução sanitizante, adesivos para fixar as carteiras distanciadas, a medição de temperatura em todas as entradas e placas com impactantes mensagens como:  “Nossa escola é mais alegre quando você está aqui” ou com orientações sobre a higienização.

Todos os envolvidos no planejamento e no incentivo para o retorno são culpados pelas milhares de mortes e milhões de contaminações que decorreram. Entretanto, o principal assassino é o próprio sistema capitalista em decadência e a burguesia que tenta sustentá-lo. Seus súditos, como Bolsonaro e todos os outros golpistas, precisam ser derrubados imediatamente. Essa é a única forma de impedir o atual genocídio da população brasileira e seu crescimento.

O Partido da Causa Operária, em conjunto com sua juventude, a Aliança da Juventude Revolucionária, defende e mobiliza uma greve geral contra a volta às aulas e os ataques às organizações dos trabalhadores e dos estudantes. É necessário, desde já, realizar uma ampla mobilização para fazer uma frente contra a carnificina programada pela burguesia, o calendário letivo deve ser cancelado e organizado apenas pela comunidade escolar e acadêmica. Por sua vez, elas devem se organizar em greves, manifestações, piquetes e ocupações para deter a investida dos fascistas e derrubar a política bolsonarista.

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