Diante do armamento dos latifundiários, formar comitês de autodefesa dos sem terra

pistoleiros

Uma das promessas do golpista de extrema-direita Jair Bolsonaro para o seu governo é o armamento da população. Esta proposta de Jair Bolsonaro não passa de pura demagogia e que em menos de uma semana após o encerramento das eleições já demonstra que a extrema-direita não irá liberar as armas para a população.

Em recente entrevista à TV Record , Bolsonaro afirmou que irá modificar o Estatuto do Desarmamento, reduzindo a idade para porte de armas e que algumas categorias possam se armar, como a dos caminhoneiros e dos produtores rurais.

Nessa mesma entrevista o líder da extrema-direita colocou a necessidade do desarmamento para combater as invasões de terra e de propriedades do Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra (MST) e do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST). Para Bolsonaro, as armas dariam aos latifundiários e proprietários de imóveis urbanos meios de se defenderem do MTS e MTST.

Fica claro que a proposta de Bolsonaro para liberar as armas não é para a classe trabalhadora e sim, apenas, para que os latifundiários e especuladores imobiliários possam atacar a população pobre e trabalhadora que busca uma moradia ou um pedaço de terra para trabalhar.

A proposta de Bolsonaro de armar a população é pura demagogia da extrema-direita para esconder que querem apenas armar a burguesia do campo e da cidade para reprimir ainda mais a classe trabalhadora.

A extrema-direita não quer a classe trabalhadora se arme, pois isso tornaria o Brasil mais democrático imediatamente. Este fato faria o povo explorado a reagir imediatamente aos abusos e arbitrariedades do Estado, como perseguição a movimentos sociais, sem-terra e latifundiários e por aí vai.

A denúncia contra Bolsonaro não deve ser que ele quer armar a população. E sim que Bolsonaro quer armar quem explora a classe trabalhadora, e neste caso, armar os latifundiários para massacrar os trabalhadores sem-terra que lutam por um pedaço de terra para trabalhar.

Legalizar a ação dos latifundiários, que se armam e criam grupos de extermínio formados por pistoleiros e policiais, é aumentar a violência contra trabalhadores sem-terra, indígenas, quilombolas e outros grupos que lutam pela reforma agrária e contra o que há de mais atrasado no país, o latifúndio.

Ao contrário da esquerda pequeno-burguesa, pacifista e confusa, o PCO defende o armamento legal do povo e, principalmente, os trabalhadores do campo para enfrentar a ofensiva violenta da extrema-direita latifundiária.

Para isso é necessário a formação formação de comitês de autodefesa no campo, que organizarão não somente a própria autodefesa dos assentamentos e acampamentos, mas também atividades e deslocamento de lideranças e integrantes desses movimentos diante do recrudescimento da violência por parte dos latifundiários.