É preciso expulsar a direita
A existência de ministérios em um governo fascista não é uma vitória, pois servem apenas para garantir os interesses dos inimigos do povo
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Sede do extinto Ministério da Cultura | Foto: Reprodução

Na ultima semana, o cineasta Silvio Tendler anunciou a formação de um movimento em defesa da cultura. O movimento, segundo Tendler, tem como um de seus focos principais a recriação no Ministério da Cultura extinto pelo governo Bolsonaro.

A cultura tem sofrido duros ataques por parte da direita e da burguesia de conjunto. Dentre as inúmeras iniciativas tomadas por parte dos inimigos da cultura estão o fechamento de museus e pontos de cultura, cortes de verbas para a cultura, o sucateamento do cinema nacional, etc. A extinção do Ministério da Cultura é uma dessas medidas de ataque à cultura.

Com a extinção, o ministério foi substituído por uma secretaria que já teve as piores figuras possíveis à frente da pasta no governo fascista de Jair Bolsonaro, como o nazista Roberto Alvim, que parafraseou um ministro da Alemanha Nazista em pronunciamento oficial, e Regina Duarte, que defendeu a tortura da ditadura militar em entrevista. Agora a pasta tem como secretário o ator Mário Frias que, embora não tenha protagonizado grandes polêmicas no cargo, é tão fascista quanto qualquer membro deste governo.

A existência de um ministério próprio pra tratar com mais atenção a cultura é algo que deve sim ser defendido e o ministério sequer deveria ter sido eliminado. No entanto, é preciso ter claro que estamos em meio a um governo de extrema-direita que é declaradamente inimigo da cultura, para o qual não importa se há ou não ministério, vai fazer de tudo para destruir a cultura.

Várias pastas importantes possuem ministérios no governo Bolsonaro, como a Saúde e a Educação, e isto não impede que estes setores também sejam atacados em prol dos interesses capitalistas e em prejuízo da população trabalhadora e pobre. Ter um ministério em um governo fascista não é uma vitória, pois servem apenas para defender os interesses dos inimigos do povo.

Em meio à pandemia, a cultura é sem duvida um dos setores mais afetados, e os trabalhadores da cultura, em sua maioria autônomos e sem contratos milionário com empresários do ramo, estão sofrendo duramento com a crise capitalista sem um apoio efetivo para enfrentar a crise. Isto graças a esta política contra a cultura que é marca de governos direitistas.

A defesa da cultura assim como de qualquer outro interesse popular nestas circunstancias, passam inevitavelmente por travar uma luta com uma mobilização popular real contra a direita. É preciso antes de qualquer coisa exigir o Fora Bolsonaro e todos os golpistas, por um governo verdadeiramente popular que atenda aos interesses do povo e não da burguesia, só neste termos um ministério da cultura pode representar um avanço para o setor.

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