Não adianta pedir para a polícia bolsonarista prender os bolsonaristas, é preciso enfrentar

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A fraude eleitoral trouxe de volta às ruas de uma maneira mais ostensiva os fascistas bolsonaristas e de outras laias.

Como, em geral, o método utilizado pelos energúmenos é a covardia. Em bandos, ficam à espreita para atacar pessoas quando estão sozinhas, sendo seu público alvo preferido as mulheres.

É uma escória, mas uma escória que não está sozinha. É acobertada pelo aparato repressivo do Estado, que aprofundou sua política de perseguir, reprimir e assassinar a população pobre e das periferias das cidades com o golpe de Estado.

Entre os muitos casos de agressão e até assassinatos levados a cabo pelos fascistas, um deles ganhou dimensão pela calhordice da declaração do delegado responsável por investigar o caso depois que a vítima prestou queixa à polícia.

Trata-se de uma moça de Porto Alegre que foi barbaramente agredida e marcada com um símbolo da suástica por três homens, se é que é possível qualificar essa espécie de gente como ser humano.

O delegado da polícia civil Paulo Sérgio Jardim teve a desfaçatez de declarar em entrevista a uma rádio gaúcha, que “temos que fazer retificações, não existe suástica marcada no corpo dela, o que existe ali é um símbolo milenar religioso budista, símbolo de amor, de paz, harmonia”. Ou seja, não se tratou de caso bárbaro de agressão fascista, mas um ato de amor, paz e harmonia!

O que a população em geral e o movimento operário, em particular, devem compreender é que a polícia é o corpo de guarda número um do fascismo. Em condições normais a polícia já é um instrumento de ataque permanente aos trabalhadores, veja a repressão às greves e as manifestações populares. Em momentos de agudização da polarização política, como a que vivemos no presente, a polícia se desfaz de todos as suas encenações e mostra a sua face de maneira absolutamente cristalina.

É por isso que os trabalhadores com os seus sindicatos, os movimentos sociais, os partidos de esquerda devem organizar agrupamentos de auto-defesa para combater nas ruas o fascismo.

Todo movimento que venha no sentido de relativizar o enfrentamento com essa escória, só abre espaço para que se sintam mais à vontade para avançar contra a esquerda. O fascismo e todas suas manifestações só podem ser derrotados nas ruas, pelos trabalhadores organizados.