Não adianta apenas se solidarizar ou chorar, é hora de formar comitês de autodefesa de toda a esquerda

Depois de pauladas, pedradas, chicotadas, covardes agressões a mulheres e idosos, sem terras e outros trabalhadores indefesos, os ataques dos bandos fascistas da direita contra a caravana do ex-presidente Lula no Sul do  País, foram feitos com armas de fogo, na última terça no Paraná. Por pouco não há vítimas fatais.

Já ficou  por demais evidente que não se trata de “ações isoladas”, de “loucos” direitistas – mesmo que os agressores sejam “valentões” dementes – uma vez que é visível a não apenas a cobertura que estes recebem da Polícia, mas também o apoio explícito e  o impulso vindo de dirigentes de partidos da burguesia, como do presidente nacional do PSDB, governador de São Paulo e pré-candidato à presidente da República, Geraldo Alckmin; a senadora Ana Amélia, do PP-RS; entre outros.

A “cobertura” da imprensa golpista também não deixa dúvidas que estamos diante de mais uma ação compartilhada da direita golpista.

Esses acontecimentos fazem crescer a revolta com os golpistas e seus bandos fascistas, as tendências de luta conta a direita e o apoio eleitoral à Lula. Evidenciando  o crescimento da tendência à polarização. Mesmo com a máquina azeitada por milhões gastos com empresas, rôbos etc. na internet, por exemplo, a direita toma de goleada dos que repudiam e se mostram indignados com o acontecido. Mais isto não  basta.

Não se trata de uma disputa que possa se ganha nas redes sociais.

Tampouco é possível acreditar que as forças da repressão – como a PM, Polícia Federal, Civil etc. – e o judiciário  golpistas irão agir para conter a ofensiva dos bandos que agem em consonância com sua política que é passar por cima da Constituição, prender Lula, reprimir e espalhar o terror entre os explorados – veja-se o caso da chacina da Rocinha etc.

Pior ainda – do ponto de vista da luta contra o golpe – é posição dos que defendem que se deva recuar e entregar as ruas para esse punhado de fascistas, saudosistas da ditadura militar e apoiadores do governo Temer e do regime golpista, nascido do golpe de Estado.

Os tiros, agressões etc. que se intensificam e que vem ocorrendo desde o golpe contra atividades da esquerda, sedes partidárias e de organizações dos trabalhadores, como o MST e a CUT, deixam claro que a corja da direita não tem limites em sua ofensiva contra Lula, os trabalhadores e suas organizações.

A ação dos fascistas mostra claramente que os golpistas são capazes de qualquer coisa para intensificar o regime de terror e repressão contra o povo que querem impor.

Não é apenas Lula, todo o povo trabalhador e suas organizações de luta como a CUT, o MST, os sindicatos, associações populares e estudantis, partidos de esquerda etc. estão todos ameaçados pelo golpe e pela ação dos bandos fascistas.

Sobre a base desta compreensão, é preciso agir imediatamente no sentido de organizar comitês de autodefesa dos explorados e de suas organizações, para derrotar as provocações da direita e garantir o direito de manifestação e organização dos trabalhadores e da juventude.

Trata-se de organizar a força da classe operária, dos trabalhadores do campo e demais explorados contra os bandos fascistas. Para garantir rua para o povo e colocar a direita para correr, pelo meios que forem necessários!