Trabalhadores em frigoríficos
Com um único propósito de rebaixar os salários dos trabalhadores, Frigorífico Bomfran, notifica, não o Sindicato, mas a um de seus dirigentes. Rebaixamento de salário não
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Abatedouro de frango
Nória e mesa de recortes de frango em abatedouro | Foto: Reprodução

O Frigorífico Bomfran, localizado na cidade de São Paulo, no dia nove de setembro, envia um ofício, por e-mail, endereçado, não ao Sindicato dos Frios, representante dos trabalhadores, mas a um de seus dirigentes, com o propósito de tentar referendar a redução nos salários dos trabalhadores.

O documento diz que “Considerando o estado de Calamidade Pública reconhecido pelo Decreto Legislativo nº 06, de 2020, bem como, as medidas adotadas pelas autoridades públicas de isolamento social e restrição do comércio, venho por meio desta comunicar que os funcionários abaixo relacionados terão sua jornada de trabalho reduzida em 50% a partir de 01/09/20 conforme artigo 7º e seguintes da Medida Provisória 936/2020”. Na tabela apresentada pela empresa vê-se, redução nos salários dos trabalhadores de 50% .

No ofício, assinado pela contabilidade da Bomfran, ainda vem com uma ralação dos trabalhadores, cuja redução em seus salários será de 50%, em uma situação em que, os preços de produtos e serviços estão na hora da morte. O arroz, óleo e as contas de luz entre vários outros, chegam a valores três vezes maiores que os praticados anteriormente ao início da pandemia.

Outra questão a ser ressaltada é que, mesmo diante da pandemia, o setor da alimentação, pesar da “restrição do comércio” relatado no documento, não procede no caso da alimentação, uma vez que, tanto os frigoríficos nunca produziram como antes, inclusive deixando os trabalhadores totalmente a mercê de uma situação de contágio pelo coronavírus, anunciados aos quatro cantos do país. Além de que, os supermercados e demais comércios relacionados à alimentação não foram afetados, o que demonstra uma situação que não procede.

Se há crise, que os patrões paguem por ela

Por outro lado, os trabalhadores, os principais alvos diante de qualquer movimento dos patrões, onde dizem que devem agir livremente sem interferência do governo, no entanto, o governo já distribuiu trilhões nos últimos meses aos empresários e banqueiros, desde março, sempre ameaçam os trabalhadores e, desta vez deixando-os sem as mínimas condições de sobrevivência, visto que seus salários já são baixíssimos.

Nenhuma redução nos salários

O Sindicato dos trabalhadores nas Indústrias de Carne, derivados e do Frio no Estado de São Paulo é, por princípio, contrário que os trabalhadores tenham seus salários rebaixados, a exemplo de vários sindicatos espalhados pelo país, como ocorreu com os trabalhadores da Embraer, no início de abril, onde a direção do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, dirigida pela CSP-Conlutas concordou com o rebaixamento de salários dos trabalhadores, com base na Medida Provisória 936/2020, capitulando vergonhosamente.

Por outro lado, a manobra de tentar fazer parecer que o Frigorífico Bomfran está em dificuldades e, desta forma querer rebaixar os salários dos trabalhadores é um descaramento sem precedentes.

O Sindicato dos Frios fará, nesta semana, reunião com os trabalhadores para discutir sobre os ataques disfarçados de penúria dos patrões que, na realidade querem matar os trabalhadores de fome, ou de COVID-19, para poderem manter o lucro de suas empresas intactos.

Pela redução na jornada de trabalho sem redução nos salários;

Nenhum acordo com a medida provisória 936/2020, que reduz os salários dos trabalhadores e que pode levar os trabalhadores a serem demitidos;

Fora Bolsonaro e todos os golpistas

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