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Da redação – A Central Geral dos Trabalhadores (CGT), da Espanha, divulgou nota nesta quinta-feira (20) manifestando seu “apoio e solidariedade” a Cesare Battisti, perseguido político pelo Estado italiano e pelos capachos do imperialismo no Brasil.

“A partir da CGT, rechaçamos o decreto da detenção preventiva de Cesare Battisti e exigimos sua imediata revogação. Nos unimos ao chamado internacional para que as organizações de todo o mundo somem esforços nesse apoio contra a perseguição e extradição do ativista Cesare Battisti e na defesa de que ele possa continuar residindo no Brasil”, diz a nota.

Reproduzimos a nota a seguir:

A partir da, CGT manifestamos nosso apoio e solidariedade com Cesare Battisti contra sua prisão e extradição para a Itália

O escritor e ativista italiano Cesare Battisti, que reside no Brasil há 14 anos, lutou na década de 1970 contra o governo fascista junto a milhares de trabalhadorxs e estudantes nos anos de maior repressão na Itália.

Posteriormente Battisti foi condenado na Itália em sua ausência e sem ser garantido o direito a sua defesa, ainda mais quando Cesare nega rotundamente os feitos que lhe são imputados.

A extradição ditada pela Itália foi vetada pelo ex-presidente Lula no último dia de seu mandato em 2010. E, no entanto, o presidente de ultradireita eleito no Brasil, Jair Bolsonaro, que tem ascendência italiana, sob a pressão do primeiro-ministro da Itália, Giuseppe Conte, já havia declarado que extraditaria Cesare Battisti logo que assumisse seu mandato.

Dito e feito, na quarta-feira passada o ministro do STF Luiz Fux decretou a prisão preventiva para Cesare. A pedido do mesmo ministro, a decisão permaneceu em segredo até o “integral cumprimento da medida”, “a fim de resguardar a efetividade da ordem de prisão”.

O pedido de prisão preventiva pela PGR, e agora o STF, reflete a pressão política crescente na Itália e seu governo de ultradireita, que exige a extradição de Battisti para que seja encarcerado na Itália.

A prisão preventiva e a consequente extradição é uma afronta à Constituição Brasileira e à independência e autonomia do Supremo Tribunal Federal, como destaca seu advogado, Igor Tamasaufkas.

A partir da CGT, rechaçamos o decreto da detenção preventiva de Cesare Battisti e exigimos sua imediata revogação. Nos unimos ao chamado internacional para que as organizações de todo o mundo somem esforços nesse apoio contra a perseguição e extradição do ativista Cesare Battisti e na defesa de que ele possa continuar residindo no Brasil.

Contra a ascensão da ultradireita e seu apoio internacional.

Cesare deve ficar.

Secretariado Permanente

Comitê Confederal CGT

Madrid, 14 de dezembro de 2018

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