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Da redação – A ativista pró-aborto, Débora Diniz sofre ameaças de morte e tortura por ser defender a reivindicação. Desde o início do processo, em 2017, vem recebendo ameaças após a exposição de sua imagem por youtubers direitistas.  Com a expedição do edital para a realização de audiência pública sobre o tema, as ameaças se intensificaram, exigindo que Débora recorresse a um pedido de medidas protetivas governamentais.

Além de coordenadora da Anis (Instituto de Bioética) ONG feminista que atua na promoção de políticas públicas ligadas a violações e defesa de direitos das mulheres, Debora é professora de direito na UnB. Com uma vida pública, pois, é ainda mais sensível aos constantes ataques veiculados pelas redes sociais e cartas de ameaça. Além da exposição de seu nome e imagem em redes sociais, a ativista diz que tem recebido fotos de mãos empunhando armas de fogo e outras ameaças de morte —parte delas sob tortura, como uma que afirma que ela vai morrer empalada.

Isso tudo, simplesmente, por defender o direito da mulher de abortar de forma segura e amparada até a 12* semana de gravidez.  

Os ataques tendem a se intensificar conforme a importância da ativista no caso aumente. Recentemente, o Ministério dos Direitos Humanos recebeu pedido da Promotoria do DF para a inclusão de Debora em programa de proteção a defensores dos direitos humanos.

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