Doria quer entregar patrimônio
O governo fascista de João Doria quer destruir o Ibirapuera para entregá-lo à iniciativa privada
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Ibira (1)
O maior complexo poliesportivo de São Paulo e da América do Sul pode ser destruído | esportividade.com.br

O Governo golpista de João Dória no Estado de São Paulo num ato de grande ataque contra o patrimônio público e o esporte brasileiro apresentou um projeto que prevê que o Ginásio do Ibirapuera seja transformado em um grande centro comercial e de entretenimento e de gastronomia quando todo o complexo esportivo for concedido à iniciativa privada.

O ataque contra o Ibirapuera começou em 2019, quando o golpista e fascista João Dória determinou a alterou na composição dos membros do Condephaat, diminuindo de 30 conselheiros, para 24, mas não foi uma mudança meramente numérica, foi política, pois os conselheiros removidos eram ligados as universidades de um total de 14, representantes de universidades, ficaram apenas 5, sendo 13 de indicações políticas suas e da administração estadual.

A partir daí Dória implementou o início da entrega do Ibirapuera, patrimônio público para a iniciativa privada.

Assim na última segunda feira, 30, o Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico (Condephaat) rejeitou abrir um processo de tombamento histórico do complexo projetado pelo arquiteto Ícaro de Castro Mello.

Toda a enorme área do complexo esportivo do Ibirapuera concentra inúmeros instrumentos públicos de esportes, conjunto aquático com piscina olímpica, tanque de saltos e arquibancada, estádio de atletismo, campo de futebol, além do ginásio poliesportivo onde competições internacionais são realizadas como o futsal, handebol, voleibol, luta livre, esgrima, hockey, o Palácio do Judô (um ginásio dedicado a essa arte marcial), canchas de bocha, diversas quadras de tênis, patinação no gelo, entre outros. Com capacidade inicial de 20 mil espectadores ao redor do espaço para jogos, acima das arquibancadas estão as tribunas de imprensa, os vestiários, sanitários públicos, almoxarifados, secretarias, gabinetes médicos, pronto-socorro e um salão nobre, que contem bares e dependências próprias. Hoje em dia, após reformas, o número de espectadores caiu para quase 11 mil pessoas

A intenção com a rejeição do tombamento é entregar o Ibirapuera em todo o seu terreno de 91 mil metros quadrados para um capitalista que teria como “obrigação” construir uma arena multiuso para 20 mil pessoas na área, a proposta do governo do Estado é que a arena seja erguida onde hoje está o estádio usado para futebol, rúgbi e atletismo, e o ginásio poliesportivo do Ibirapuera seja transformado em shopping, mas isso vai depender da vontade do futuro capitalista beneficiado pela entrega a preço de banana da riqueza pública.

De acordo com Relatório de Modelagem Econômico Financeira o shopping teria 31.000 m² de área, com lojas âncora, outras menores, e quiosques nos corredores. Na modelagem econômico-financeira, prevê-se um custo de R$ 93 milhões para as adaptações necessárias.  Com a desculpa de que a cidade necessita de enormes estruturas cobertas que comportem público de 8 mil a 20 mil pessoas para eventos em geral, Dória quer destruir um dos maiores patrimônios do povo paulistano.

A revolta e o repúdio de frequentadores, profissionais do esporte, profissionais de educação Física, atletas é enorme, vamos postar aqui um dos exemplos de revolta, publicado em redes sociais.

“Boa Noite caros amigos.

Infelizmente hoje tivemos uma grande derrota para nossa cidade e nosso esporte. O Complexo do Ibirapuera será demolido no início do ano para construção de um Shopping Center é um complexo hoteleiro. Lutamos incansávelmente para que essa insanidade não acontecesse. Pedimos  avaliação do Condephaat e o parecer dos técnicos foram favorável ao tombamento. Hoje na reunião dos conselheiros  votaram pela privatização e o arquivamento do pedido de tombamento. São Paulo sobre com tantas insanidades . O governo Doria pediu apoio as federações para assinarem uma carta aberta favorável à demolição.  Dentre essas federações está a Federação de voleibol. As memórias esportivas da nossa cidade sendo apagadas, a falta de respeito com os professores,  atletas e colaboradores que atuam dentro do complexo. Hoje tenho que comunicar as quase 100 atletas do meu projeto que não temos mais nosso solo sagrado,  nossa casa para treinarmos. Hoje meu coração está de luto.”

Professor Reinaldo – DRE Pirituba

A revolta de todos os paulistanos contra esse ataque tem que ser transformada em mobilização contra os desmandos golpistas que se voltam para roubar tudo do povo, até mesmo o direito ao esporte.

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