Nada para o povo, tudo para os capitalistas: orçamento da União não será destinado a demandas da população

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Para a esquerda que acha que o discurso de Bolsonaro abre uma nova etapa na situação política e econômica do Brasil, o atual presidente da Câmara Federal, Rodrigo Maia, eleito com apoio do PCdoB, um dos baluartes da “frente democrática”, não se fez de rogado ao declarar em discurso para prefeitos de todo o país presentes no encontro da Confederação Nacional de Municípios – CNM, quais são os objetivos do golpe no Brasil para 2019.

“Chegou um determinado momento da vida pública em que não há mais espaço orçamentário para que a gente continue atendendo demandas sociedade. Não é responsabilidade do presidente Temer, mas o governo federal ficou caro”.

Essa é a política de Bolsonaro, mas acima de tudo é a receita do golpe de Estado que teve como ato número 1 a destituição da presidenta Dilma, via processo de impeachment absolutamente fraudulento.

Bolsonaro é presidente, porque é golpista. Reza pela mesma cartilha da chamada democracia brasileira, a subordinação da burguesia nacional e todo o aparato do Estado sob o comando do imperialismo norte-americano, que, diante da crise econômica mundial, tem um único propósito: descarregar todo o seu peso nas costas da população pobre e explorada do país.

O saque do país há tempos está armado. O que sofremos até o momento com o moribundo Michel Temer (talvez nem tanto, é cotado para desfilar com a sua primeira-dama nas praias italianas), o capacho-mor do executivo, foi apenas o prenúncio da pilhagem que o candidato eleito pela fraude, Jair Bolsonaro, pretende para o país.

Saúde , educação, aposentadoria, salário para servidores… tudo coisa do passado, segundo o democrata Maia: “não tem mais de onde cortar (recursos) para atender saúde e educação porque está tudo comprometido com alguns pontos muito justos e outros muito injustos” e ainda, “O sistema tem que ser igual para todos, tem que ser financiado, com déficit zero e possibilidade de capitalização, porque essa conta cai todos os dias no colo de cada um de vocês”.

Essa é a promessa – real – do golpe. No português sem meias palavras, isso quer dizer: “brasileiros preparessem. Se vocês achavam que conheciam o inferno, inferno vocês vão conhecer agora”.

É nesse circo de maldades, que a esquerda apoiadora do Democratas, quer “construir” a resistência ao capitão, porque golpe, se existiu, não existe mais (para essa esquerda). “Bolsonaro é legítimo, foi eleito pelo povo”. Trata-se, finalmente, de “construir uma frente parlamentar de oposição”. O povo? “O povo pode mudar votando certo em 2022”.