Nada de política nas eleições, mulher é presa por estar com faixa “Lula Livre”

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A Polícia Militar, máquina de guerra contra a população pobre, é conhecida, em todo País, por suas ações violentas, principalmente contra negros, pobres, indígenas, homossexuais e mulheres. Com o aprofundamento do golpe, o caráter repressivo contra a esquerda e seus militantes se tornou muito mais perceptível. A truculência gratuita é uma das características do regime ditatorial a qual o Brasil se encontra.

No último domingo, 16, aconteceu o Festival Lula Livre, na Avenida Paulista. Lá diversos militantes, simpatizantes e alguns candidatos se reuniram com faixas, bandeiras e cartazes para denunciar a prisão política do ex-presidente Lula. Alguns, inclusive, denunciando a farsa eleitoral que excluiu o maior líder de massas da América Latina do pleito.

Dentre os participantes na atividade estava Liliane Roque, professora e militante do Partido dos Trabalhadores (PT). Ela participou da manifestação e levou consigo uma faixa que continha a hashtag “LulaLivre”. Após o ato, decidiu assistir ao jogo do Corinthians, no Itaquerão, mas foi impedida pela ação fascista da Polícia Militar. Os policiais a renderam, impedindo ela de entrar no estádio com sua faixa. Liliane foi agredida, sofreu tortura psicológica e foi levada 24ª Delegacia de Polícia, simplesmente por estar defendendo publicamente sua ideologia.

Liliane postou imagens suas no Festival e também um vídeo em suas redes sociais, denunciando as ações arbitrárias e truculentas da Polícia Militar, que caracterizam um regime ditatorial e de perseguição a todos aqueles que lutam contra o golpe e pela liberdade de Lula. O conteúdo segue abaixo:

 

É importante ressaltar a enorme contradição que existe nas eleições controladas pelos golpistas. Em pleno período eleitoral se tornou proibido fazer política. Só podem ser expressas, nas ruas, de forma “legal“, campanhas de candidatos e partidos de direita, alinhados aos interesses da burguesia. Aqueles que querem defender a esquerda e ao maior líder popular do Brasil, Lula, são agredidos, física e verbalmente, ameaçados e presos.

Ações como as que aconteceram no último final de semana estão se tornando cada vez mais recorrentes. Outras manifestações do fascismo já foram vistas, por exemplo, com o candidato petista a deputado estadual do Paraná, Renato Almeida, que, após participar de uma atividade pedindo pela liberdade de Lula, foi baleado, duas vezes, pela Guarda Municipal.

No que se refere as campanhas eleitorais, via emissoras de televisão e rádio, a expressão do boicote as candidaturas de esquerda, especial a de Lula, também é perceptível. O maior líder de massas do país cresce consideravelmente nas pesquisas que mensuram as intenções de voto e, por isso, foi retirado delas. Ele também foi excluído de todos os debates entre os presidenciáveis. A ação mais expressiva foi a proibição da participação da figura do ex-presidente no programa eleitoral do PT. O Tribunal Superior Eleitoral demonstra a qual lado está: o da burguesia. Só podem ser feitas, assim, aparições que atendam aos interesses da direita.

É preciso denunciar amplamente a fraude eleitoral comandada pela burguesia. Vale lembrar que as importantes conquistas históricas da classe trabalhadora não ocorreram através das urnas, mas sim da mobilização popular. Apenas esta é capaz de barrar o golpe e promover a liberdade do escolhido pelo povo para assumir a presidência: Lula. Já ficou mais do que claro que apostar nas eleições, controladas pela direita, é um caminho direto para derrota e para o aprofundamento da atuação dos golpistas, que atacam, de forma cada vez mais brutal, a população.