Colonialismo
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Mike Pompeo, afirmou nesta segunda-feira (19) que o Brasil, assim como os EUA, deve diminuir sua dependência de importações da China.
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Protesto - Consulado EUA SP
Manifestação contra o imperialismo americano | Foto: Reprodução

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Mike Pompeo, afirmou nesta segunda-feira (19) que o Brasil, assim como os EUA, deve diminuir sua dependência de importações da China. Pompeo alegou que a decisão é para a própria segurança do País.

“Na medida em que podemos encontrar maneiras de aumentar o comércio entre nossos dois países, podemos… diminuir a dependência de cada uma de nossas duas nações de itens essenciais” saídos da China, disse. As informações são da Reuters.

Pompeo disse que “cada um de nossos dois povos ficará mais seguro, e cada uma de nossas duas nações será muito mais próspera, seja daqui a dois, cinco ou 10 anos.”

A China, porém, é o maior parceiro comercial do Brasil, principal comprador de soja e parte do minério de ferro.

O governo Jair Bolsonaro, alinhado com a administração Trump, avalia se impedirá as “teles” brasileiras de comprar equipamentos de 5G da chinesa Huawei, como quer o governo norte-americano.

Mais uma dentre tantas propagandas enganosas do ilegítimo presidente Bolsonaro, o suposto benefício do Brasil ao privilegiar o comércio com os EUA nunca apresentou de fato bases concretas. Desta vez, o “aliado” do Norte acabou de anunciar uma brusca redução na quantidade do aço semi-acabado brasileiro que pode entrar em seu mercado sem pagar taxas.

A cota para o quarto trimestre de 2020 foi reduzida de 350 mil toneladas para apenas 60 mil, representando uma queda de mais de 80%. O duro golpe na indústria de base nacional foi fruto da pressão dos capitalistas da siderurgia estadunidense sobre o candidato à reeleição nos EUA, o xodó de Jair Bolsonaro, Donald Trump.

Como explicamos inúmeras vezes, o suposto nacionalismo da direita não passa de um recurso demagógico e completamente desvinculado da realidade concreta. Assim como na ditadura militar, a exaltação à bandeira “verde, amarela, branca e azul anil” busca camuflar uma política entreguista e antipopular. Como expresso ainda no século XVIII pelo inglês Samuel Johnson “o patriotismo é o último refúgio do canalha”.

Ao invés de defender a indústria nacional, que desempenha importante papel no abastecimento da indústria siderúrgica estadunidense, Bolsonaro cumpre fielmente seu papel de capacho do imperialismo. Enquanto isso, avança na privatização dos correios e até a floresta amazônica entrou no radar do entreguista.

Para defender o que ainda resta da indústria nacional é preciso denunciar energicamente o entreguismo da direita, que não se resume ao bolsonarismo. Setores tão ou até mais entreguistas fazem parte da traiçoeira frente ampla, por exemplo. Fora Bolsonaro e todos os golpistas! Abaixo a farsa da frente ampla!

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